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Planejamento Para Conquistar Vaga Em UX Design — Entrevista Com Laís Barboza
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Planejamento Para Conquistar Vaga Em UX Design — Entrevista Com Laís Barboza

Nesta entrevista, conversaremos com a Laís Barboza, aluna do MID, e ela nos conta como foi o seu processo de migração do Design Industrial para o UX Design.

Além disso, Laís dá detalhes sobre como se planejou para efetuar essa mudança, os estudos e dá algumas dicas relacionadas à processos seletivos.

Confira essa história e inspire-se!

Laís, conta um pouco sobre o seu background

Felipe, obrigada por me receber! Estou muito feliz de poder estar aqui compartilhando a minha história!

Eu me formei em 2011 em Design Gráfico, mas eu tive uma longa carreira em Design Industrial, desenvolvendo produtos físicos. Com isso, consolidei uma trajetória de 12 anos na empresa Imaginarium.

Em 2019, eu resolvi me arriscar e estudar mais sobre experiência, para produtos físicos e digitais. Acabei encontrando a Aela e isso foi bastante importante para o meu processo de transição

Portfólio UX Design Laís Barboza
Portfólio Laís Barboza

O que te chamou atenção em UX Design?

Em 2015, eu assumi uma área focada em inovação e gestão de portfólio.

Eu comecei a perceber que poderia extrapolar um pouco os limites dos produtos físicos e pensar neles de uma forma mais abrange e holística.

Nesse sentido, efetuei algumas pesquisas e entendi que nos últimos 3 anos existiu esse crescimento do design digital, UX Design e Service Design.

Com essas informações, comecei a refletir. Eu já estava há 12 anos na mesma área e me questionei sobre quais seriam os meus próximos passos.

Vi uma oportunidade dentro dessas áreas para que eu pudesse encontrar um espaço, me desenvolver e aprender coisas novas, sem perder a minha bagagem e experiência.

Resolvi arriscar e não me arrependo. Estou bem feliz!

Dica de Leitura: O "Boom" do UX Design

Como foi o seu processo de estudo?

Acho importante comentar que cada um tem a metodologia de estudo que mais se adequa ao perfil.

No meu caso, eu comecei o MID — nível zero — enquanto ainda estava trabalhando, em 2019.

No final desse mesmo ano, eu consegui tirar 2 meses de férias e decidi me dedicar nos estudos, para começar o ano com bastante foco.

Com esse movimento, eu percebi a grande diferença que existe entre estudar junto com trabalho e somente estudar.

Eu acho super possível conciliar os estudos com o trabalho. Quando eu tinha essa rotina, estudava inclusive nos finais de semana.

Mas acredito que se você puder dispor de um tempo inteiramente dedicado aos estudos, você também terá alguns bons benefícios.

Enfim, depois desses dois meses de férias, resolvi parar de trabalhar para me dedicar totalmente aos estudos.

Dessa forma, em fevereiro eu comecei a estudar o dia inteiro, de 6 a 8 horas por dia.

Eu segui à risca o programa do MID, junto com os complementos sugeridos pelos mentores, e coloquei a meta de ter o projeto do nível 2 muito bom, porque a partir disso eu começaria a procurar oportunidades de emprego; e foi isso que fiz.

Além do MID, eu li artigos no Medium e livros para me aprofundar.

Esse foi meu esquema de estudos, totalmente focado.

Algumas vezes eu sentia um desânimo, e me questionava se eu estava indo pelo caminho certo.

Mas não me arrependo de ter saído do trabalho para estudar. Acredito que meus resultados foram rápidos por conta disso. Porque eu tive esse período intenso de estudos.

Portfólio UX Design Laís Barboza
Portfólio Laís Barboza

Você tem alguma dica para quem pensa em parar de trabalhar para focar nos estudos?

Eu acho que pensar em parar de trabalhar para focar nos estudos sempre vai ser algo assustador.

Nesse sentido, eu tive que trabalhar muito para mudar a minha mentalidade sobre o assunto.

Eu amava meu antigo trabalho, o problema não era esse. Mas eu queria muito uma mudança; e o meu emprego na época não me possibilitava efetuar as mudanças que eu gostaria de fazer.

Então, quando eu decidi largar o trabalho, eu me planejei financeiramente durante um ano. Acho muito importante ter esse horizonte de planejamento.

Mas ao mesmo tempo, você não pode ficar no desespero.

Se eu estivesse tentando desesperadamente juntar dinheiro, talvez eu não tivesse conseguido.

O que me ajudou foi estabelecer pequenas recompensas, ou seja, sempre que eu conseguia bater a meta de guardar dinheiro do mês, eu comprava um pequeno presente para mim. Nesse sentido, por exemplo, eu me presenteava com pequenos livros e assim eu ia me motivando e estimulando cada vez mais a não perder o foco no plano.

Além disso, acho que não devemos nos assustar com o tempo que as coisas vão levar para acontecer. O quanto antes começarmos a fazer, antes elas vão se realizar.

Ninguém vai fazer isso por nós; tem que ser a gente mesmo.

Dica de Leitura: 11 Medos Que Te Impedem de Migrar para UX Design

Teve algo específico que você fez para priorizar os estudos?

Sim! Eu segui o programa do MID.

Mas no geral, eu acho que você tem que ter um direcionamento, um norte. Se a pessoa não está no MID ou em algum outro curso, ela mesmo deve elaborar um programa de estudos.

Todo curso e estudo deve ter um programa.

No meu caso, eu segui à risca o programa de estudos do MID, li os livros que vocês mentores recomendavam.

E mesmo assim, havia momentos em que eu ficava ansiosa, porque é muito conteúdo!

Uma prática que eu fazia que talvez valha destacar é que eu escolhia um livro sobre um assunto para estudar, e na hora de fazer o projeto do curso, eu procurava na internet estudos de caso sobre o tema que eu havia estudado.

Esse era o único momento em que eu procurava conteúdos em blogs ou no Medium. Fora isso, os conteúdos "picados" que, geralmente, estão disponíveis na internet não me interessavam.

Dessa forma, meus estudos se baseavam em 3 pontos:

  1. conteúdos densos de livros;
  2. overview da experiência de mercado (que eu tinha no MID);
  3. como as pessoas estavam se aplicando para vagas.

Apesar de ter essa definição, eu me controlava bastante para não escapar desse método.

Outra dica importante que posso dar é: ninguém sabe de tudo, e tudo bem!

Muitas vezes podemos achar que os outros conhecem tudo sobre determinado assunto e isso não é uma verdade. Nesse sentido, também é fundamental saber dizer "eu não sei".

É importante ter a honestidade de dizer que não sabe algo, porque isso vai fazer com que você aprenda muito mais no futuro.

Portfólio UX Design Laís Barboza
Portfólio Laís Barboza

Você teve que encarar uma pandemia no meio dos seus planos. Como você contornou essa adversidade?

Na verdade, eu acho que foi justamente o fato de estar estudando que não me deixou enlouquecer nesse período de pandemia e isolamento.

Acho que foi um foco que encontrei para encarar toda essa situação.

Quando eu sai do trabalho, eu me planejei para ficar estudando durante 1 ano. Então, quando estourou a pandemia, eu me vi com duas opções: ou eu ficava desesperada ou tentava tirar o melhor proveito da situação.

Afinal de contas, se eu já teria que ficar isolada, por que não aproveitar esse período para estudar?

No começo [da pandemia], eu tive medo sobre as instabilidades do mercado. Até vi algumas pessoas perdendo o emprego em UX Design, mas não foi nada fora do normal. Depois eu até me tranquilizei porque percebi que o crescimento do mercado não tinha parado.

Dica de Leitura: Trabalho Remoto — Quais as Perspectivas Durante e Pós-Pandemia?

Como que foi procurar vagas e oportunidades em UX Design?

Quando terminei o nível 2, montei um portfólio simples e foquei em algumas frentes.

A primeira coisa que eu desejava era receber um feedback do mercado. Eu sentia que precisava me por à prova. Dessa forma, comecei a procurar por vagas e me aplicar.

Algo que funciona pra mim é não ter vergonha e mandar mensagens para as pessoas, mesmo sem ter uma vaga divulgada para aquela empresa. Ou seja, tente o contato de diversas formas.

Outra coisa que comecei a fazer foi adicionar as pessoas e me apresentar para elas. Contando a minha história e experiência.

Com essas práticas, eu consegui a minha última vaga, além de muitos contatos legais.

Na primeira oportunidade que eu consegui, em UX Design, eu me apliquei para uma vaga no LinkedIn e, em seguida, enviei um email adicional. Mais tarde, me disseram que me contrataram justamente por conta disso.

Felipe: essa abordagem de mandar mensagem funciona sim. Mas tem que ter cautela. Não adianta chegar no LinkedIn e começar a mandar mensagem para qualquer pessoa. Tem que ser algo pensado e específico. Assim, claro, funciona muito bem.

Como foi o seu processo seletivo? O que você teve de aprendizados?

A primeira entrevista que eu fiz foi para uma posição de Design Jr/Pleno e eu não passei! E eu me considero uma profissional Sênior, falando de tempo no mercado, e não sobre UX Design.

Mas não ter passado nessa primeira entrevista me deu oportunidade para pensar em diversos pontos que eu poderia melhorar para os próximos processos.

O primeiro aprendizado foi que para você conseguir conversar de igual para igual em uma entrevista, é fundamental você saber os jargões e linguagem do mercado.

O segundo aprendizado foi que precisamos encontrar uma vaga que realmente se encaixa com o nosso perfil. Às vezes a gente fica ansioso para mudar e acaba não avaliando bem as oportunidades e as empresas. Nisso, você começa a se aplicar para qualquer vaga.

Falando sobre testes e cases, eu já apresentei em uma oportunidade o estudo de caso do nível 2 do MID e, para essa vaga atual, eu fiz um case totalmente voltado para a empresa e com o qual pude aprender bastante coisa.

Uma dica que posso dar é para as pessoas treinarem o tempo e a apresentação que fizerem.

Outra dica importante: não se assuste com o que a vaga pede. Na correria e na necessidade, as empresas acabam colocando bastante coisa na descrição da vaga, mas na prática, as coisas podem não ser exatamente daquela maneira.

Portanto, não tenha medo da descrição da vaga. Se é algo que faz sentido para você, corre atrás!

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Como está sendo essa nova fase, depois de migrar para UX Design?

Eu estou me sentindo muito feliz e realizada.

Fazendo uma reflexão, posso dizer que não me arrependo do movimento que fiz. Não foi fácil, teve a pandemia, mas mesmo assim, não me arrependo!

Durante o processo, descobri coisas novas e por isso eu acho importante ter me arriscado.

A visão que tenho hoje sobre UX Design é diferente daquilo que eu achava que era, antes de começar a estudar.

Às vezes a gente precisa experimentar, encarar a porta de entrada porque isso talvez te leve para lugares que você nunca imaginou.

A minha visão sobre design digital era muito abrangente; hoje eu sei que eu gosto muito mais da parte de UX Research e Service Design. Se eu não me arriscasse, mesmo com aquela visão lá de trás, eu não descobriria esses novos mundos e caminhos.

Portfólio Laís Barboza
Portfólio Laís Barboza

Qual dica você pode dar para quem deseja migrar para UX Design?

O maior aprendizado que tive e que serve como dica é não ter medo de tomar uma decisão e de encarar o tempo que as mudanças vão levar para acontecer.

Sem a decisão, os seus sonhos não vão chegar!

Não se assustem com o que der errado no meio do caminho, faça seu planejamento já sabendo que haverá imprevistos e mudanças de rota.

Além disso, uma outra dica é não diga não para o seu background.

A minha experiência em Design Gráfico e gestão de pessoas é bastante útil em UX Design e isso faz com que eu me diferencie dos outros profissionais.

Então, leve em consideração tudo o que você viveu e entenda como isso pode fazer a diferença para a sua carreira em UX Design.

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