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Paciência ao Procurar a 1ª Vaga em UX Design — Entrevista Com Wesley A.
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Paciência ao Procurar a 1ª Vaga em UX Design — Entrevista Com Wesley A.

Wesley Acácio é aluno do MID e, neste bate papo, nos conta como foi a sua trajetória para migrar para UX Design.

Formado em Design Gráfico, Wesley se dedicou aos estudos sobre UX quando decidiu sair de um trabalho cujo ambiente não era saudável.

Além disso, Wesley compartilha como que a paciência ao procurar sua primeira oportunidade na área foi essencial para encontrar o emprego que sonhava.

Continue neste artigo e inspire-se com essa história!

Wesley, conta um pouco da sua história pra gente

Felipe, obrigado pela oportunidade!

Eu sou formado em Design Gráfico e sempre estudei e me apliquei para vagas nessa área.

Mas no final de 2017 tive uma vontade muito grande de mudar de área porque eu estava trabalhando em uma empresa que não estava me fazendo bem.

Essa empresa era muito tóxica, com um ambiente de trabalho nada saudável. Havia ofensas, abusos; e essa situação despertou em mim a vontade de mudar.

Eu gostaria de trabalhar em uma empresa diferente e que me valorizasse pelo meu trabalho.

Nesse sentido, acabei saindo dessa empresa tóxica sem mesmo ter uma outra oportunidade.

Eu comecei a me interessar e estudar UX Design em 2018, logo após a minha saída da empresa. Eu comecei a consumir os vídeos do Daniel Furtado, do UXNOW; lia artigos e livros que eram referência na área em 2018.

Passei um ano estudando por conta, mas num ritmo bem devagar.

Em 2019, eu encontrei a Aela e gostei muito da abordagem do marketing de vocês. Não é agressivo e me despertou a curiosidade em saber mais sobre o MID.

Infelizmente eu perdi as inscrições do MID do começo do ano e só pude me inscrever no final de 2019. Quando o fiz, comecei realmente a estudar sobre UX Design!

Até então eu estudava mais para ir conhecendo a área e entender se era esse mesmo o movimento que eu gostaria de fazer na minha carreira.

Quando comecei o MID, eu me identifiquei demais com a área e percebi que havia feito a escolha certa!

Dica de Leitura: UX Design — O Que é e Como Atuar na Área?

O que mais te chamou a atenção em UX Design?

O que mais me chamou a atenção na área foi o fato de tudo o que você estuda se resume em desenvolver algo para o bem de alguém, visando o usuário de um produto.

O que eu fazia antes de migrar para UX Design já não me satisfazia mais. Eu não acreditava mais nos trabalhos que estava fazendo; de fazer algo somente porque alguém está mandando fazer.

Em UX Design, eu gostei muito da parte de pesquisa, de entender o usuário, o negócio, o mercado; realmente a parte de UX Research foi o que me chamou mais a atenção.

Aliado a isso, eu comecei a perceber que muitas empresas de tecnologia estavam procurando profissionais dessa área para fazer a diferença no negócio.

Como que foi a transição do Design Gráfico para o UX Design?

No começo, pelo menos para mim, pareceu ser uma mudança bem tranquila.

Mas conforme você vai estudando e se aprofundando na área, você começa a perceber as pequenas diferenças que existem entre as duas profissões. E a soma dessas pequenas diferenças, no final, se torna algo muito significativo.

Depois disso, é como se tivessem virado uma chave na sua cabeça e você percebe como as duas áreas são bem diferentes.

Essa percepção só aconteceu porque eu estudei — e ainda estudo — bastante! Estudo mais do que estudei na faculdade, na verdade!

Quando eu comecei o MID, os primeiros módulos foram mais demorados para mim porque eu procurei me aprofundar mais nos assuntos.

Eu tinha o objetivo de trabalhar em empresas do ramo financeiro e de tecnologia, e hoje eu consegui!

Já que você leu muitos livros de UX, teria algum para recomendar?

Para começar, eu acho que o Design Do Dia a Dia, do Don Norman, é muito bom para ter uma ideia geral sobre o UX Design.

Recomendo também, ler em seguida, o Não Me Faça Pensar, do Steve Krug. Esse livro é praticamente obrigatório para todos que desejam migrar para UX.

Atualmente, estou lendo um que se chama UX Design: Guia Definitivo Com as Melhores Práticas de UX, de Will Grant.

Ah, outro livro que recomendo também é o Design Emocional, também do Don Norman.

Dica de Leitura: 5 Livros Essenciais para Iniciar em UX

Como foi o seu processo para conseguir sua vaga em UX Design?

Algo que sempre me marcou em diversos videos da Aela foi vocês sempre baterem na tecla de saber escolher a vaga, e ter paciência porque uma hora a oportunidade certa aparece.

Essa fala me marcou muito, me apeguei a ela e realmente funcionou comigo.

No começo da mudança, a gente pode ficar ansioso e pensando muito na questão financeira. Com razão, pois temos contas para pagar.

Mas no meu caso, eu estava bem focado em encontrar uma empresa que eu gostasse de trabalhar, tendo em vista o histórico tóxico do qual eu vinha.

Nesse sentido, nas entrevistas, eu sempre perguntava questões para tentar entender como era a rotina de trabalho das empresas, modo de gestão e etc.

Esse processo de entrevistar a empresa era algo que eu não fazia no passado e só comecei a fazer depois que vi você e outros alunos comentando sobre isso.

Então, no começo de 2020, antes da pandemia, eu reformulei todo meu LinkedIn, seguindo as dicas que vocês sempre davam. Com isso, foram aparecendo algumas oportunidades com recruiters entrando em contato para participar de processos.

Eu lembro de uma entrevista que participei, que eu fiquei com muita vontade de aceitar a proposta que me fizeram. Mas eu lembrei da questão de esperar a vaga certa e acabei recusando a oferta, apesar do salário ser bem atrativo.

Depois disso, fui pesquisar mais a fundo sobre essa empresa e tive uma surpresa em descobrir que muita gente dizia que o ambiente ali não era bom para se trabalhar. Senti até um alívio de não ter aceitado! Além disso, a vaga era muito mais para trabalhar com UI, e na época eu não queria focar só nisso.

Em seguida, veio a pandemia e as vagas pararam de aparecer por um tempo. Mas logo voltaram a surgir novas oportunidades; e duas empresas me chamaram para o processo seletivo.

Acabei passando e escolhi ingressar na empresa que estou hoje! Uma empresa exatamente como eu queria, do mercado financeiro, com tecnologia e com um ambiente excelente para trabalhar.

Como foi o processo seletivo para essa empresa?

O processo seletivo foi bem tranquilo, na verdade. Não houve a necessidade de fazer um teste — Design Challenge.

Eles avaliaram o meu portfólio e depois fizeram duas entrevistas comigo. Eu senti que foi uma análise muito mais pessoal, nessas situações.

Eu conversei com o UX Desginer que já trabalhava na equipe e com uma pessoa do RH. Foi uma conversa para entender sobre a área, o que eu faço e o que eu faria em determinadas situações que eles ilustraram.

Um posicionamento interessante que eles tiveram — que eu até dei um feedback depois — foi comentar que não estavam procurando alguém somente para fazer telas bonitas; mas que gostariam de alguém mais estratégico. Era essa a principal preocupação deles.

Nesse momento, percebi que a empresa tinha uma maturidade bem interessante com relação ao UX Design!

Dica de Leitura: Como Identificar a Maturidade em UX Design das Empresas?

Como está sendo a rotina nessa empresa?

Eu tenho a parte de rotina que vai ser trabalhar com telas e layouts, sim. Mas nesse início eu já estou participando de um projeto de remodelagem de um software que já existe.

Então, eu estou tendo que estudar bastante a parte estratégica, as entrevistas, o usuário, jornadas; além de entender como o próprio produto funciona. Essa é uma parte bem pesada de estudo.

Como a empresa é do mercado financeiro, eu estou trabalhando na parte de previdência. Então eu também tenho que estudar muito sobre esse mercado, que é bastante complexo, ainda mais aqui no Brasil.

E a questão do trabalho remoto?

Acho que é mais uma questão de adaptação.

Eu nunca trabalhei de forma remota antes, então eu tive que me adaptar bem a esse modelo.

Todos os dias temos uma reunião de equipe para conversar um pouco sobre o dia e eu sempre acabo correndo atrás de conversar com outras pessoas também.

Quero entender os processos e conhecer as pessoas; e como não estamos fisicamente lá, não há a possibilidade de sentar do lado da pessoa, chamar para um café ou algo do tipo. Por isso eu acabo procurando e conversando com elas virtualmente mesmo.

É um pouco difícil porque eu estava muito acostumado com o modelo presencial de trabalho.

Dica de Leitura: Trabalho Remoto — Quais as Perspectivas Durante e Pós-Pandemia?

O que você diria para o Wesley do passado?

Eu iria para não ter medo e entrar de cabeça no UX Design.

Depois de uma reflexão, percebi que eu nunca havia entrado de cabeça em alguma coisa. Muitos amigos meus fizeram isso com a carreira deles.

Eu percebi que deveria mudar a minha mentalidade.

Se algo não te agrada, se você está insatisfeito, num lugar que só te prejudica, entrar de cabeça para mudar é algo que considero importante, pelo menos foi para mim.

Eu mudei bastante. Se você perguntasse para o Wesley do passado se ele imaginava trabalhar em uma empresa financeira, ele provavelmente diria que não.

Mas aqui estou eu!

Então, entra de cabeça, vai fundo, pega dicas com pessoas que estão no mesmo processo que você! Uma hora as coisas acontecem!

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