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Migrar Para UX é Coisa de Família — Entrevista com Anderson Borges
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Migrar Para UX é Coisa de Família — Entrevista com Anderson Borges

Anderson Borges é aluno do MID e migrou para UX Design sem ter background em design ou tecnologia.

Além disso, ele nos conta como foi todo o seu processo para conseguir a primeira oportunidade e como o apoio de outras pessoas foi muito importante para conquistar seus objetivos.

Confira essa trajetória que, além de bem sucedida, é de família!

Anderson, conta um pouco sobre você

Bom, pra quem não me conhece, eu sou o Anderson.

Como o Felipe falou na introdução, eu não vim do mundo do design, vim do mundo do call center. Essa é uma área bem legal e que dou muito valor porque foi da onde eu tirei bastante coisa, conhecimento, e principalmente a questão de poder conversar com as pessoas e ter um pouco de empatia que é muito necessário na área de UX.

Trabalhei durante quase doze anos nessa área. E consegui, graças a Deus, migrar para a área de UX, que é incrível, gente. Incrível!

Dica de Leitura: Preciso De Background Em Design Para Migrar Para UX?

Mais de uma década nessa área! Mas o que aconteceu que você quis migrar para UX Design?

Bom, primeiro foi a curiosidade.

Eu tenho dois irmãos que já trabalhavam na área, o André e o Alexandre. E eles me apresentaram um pouco da área de UX.

Quando eles começaram a me explicar o que faziam no dia a dia, eu falei "que dahora, eu quero aprender isso também!"

No início, eu fiz alguns cursos para entender como que a área funcionava. Achei muito interessante e legal, principalmente porque eu percebi que poderia trazer algumas coisas do call center para o mundo de UX Design.

Deu tudo certo, e aqui estou!

Portfólio Anderson Borges

Muito bom! Você comentou que seus irmãos também são da área. Conta um pouco mais sobre isso, vocês estão fazendo UX em família?

Ah sim!

Os meus irmãos já trabalhavam com UX Design e eles me deram uma força muito grande.

Eu ganhava um salário baixo trabalhando com call center, mas graças a Deus eu sempre consegui fazer as minhas coisas com esse dinheiro. Nunca reclamei.

Mas depois de decidir que eu queria migrar para UX, eles me disseram que iriam pagar o curso pra mim. Então, eles me deram 100% de apoio e isso foi fantástico.

Eu, com aquele salário de call center, não tinha recursos para poder pagar um curso de UX Design. Então, esse apoio dos meus irmãos, da minha família, foi essencial.

Não só na parte financeira, mas emocional também. A área de call center é bem estressante e eu chegava muito detonado em casa, sem vontade de estudar.

E nisso eles vinham e conversavam comigo. Sempre diziam para eu não desistir, para eu fazer os projetos e tudo o mais.

Se não fosse esse apoio deles, eu acho que eu nunca teria entrado no mundo de UX. Então, eu devo muito da minha vida profissional a eles.

Isso é muito legal, parabéns pelo seu sucesso e por todo esse suporte que vocês têm como família!

Agora, você entrou no MID na pandemia e esse período foi muito difícil para muita gente, em termos de ansiedade e foco.

O que você fez para garantir o foco nos estudos, mesmo durante esse período difícil?

Essa pergunta é muito interessante e legal porque para eu poder focar nos estudos, aconteceu algo antes.

Uma coisa que eu e minha família temos muito é fé. Acreditamos muito em Deus. E às vezes acontecem coisas que a gente não entende na hora, só vamos entender depois!

Em 2020 estourou a pandemia. Eu já tinha iniciado os estudos, mas não estava tão focado porque eu sempre estava muito cansado.

Eu chegava do trabalho e não dava conta de estudar. A minha mente estava totalmente cansada.

Mas o que aconteceu foi que eu fui mandado embora do trabalho.

E claro, com isso eu e minha esposa ficamos muito preocupados porque a gente tinha conta pra pagar e uma casa para manter. Por conta da pandemia, o governo fez concessões e deu auxílios e isso ajudou muito a gente.

A partir disso, a minha esposa conseguiu manter sozinha as contas da casa, enquanto eu ficava focado somente nos estudos.

Então, nesse período, eu conseguia estudar mais ou menos 6 horas por dia sem me preocupar com mais nada. Foi um período muito difícil para minha esposa, porque ela deixou de fazer muitas coisas para poder me ajudar a migrar de carreira.

Conseguindo focar nos estudos, eu também pedia ajuda para meus irmãos e amigos com relação ao portfólio, ferramentas, trabalhos. Então, depois que eu fui mandado embora, eu consegui ter esse foco para passar de 6 a 7 horas estudando todos os dias.

Dica de Vídeo: Como Planejar Meus Estudos?

Muito bom, muito legal escutar isso e ver esse apoio que você teve. Depois que você conseguiu focar nos estudos, quando que você se sentiu preparado para procurar uma oportunidade em UX Design?

Quando eu terminei o nível 1 eu queria fazer um portfólio, mas eu não sabia como. Não sabia também montar um currículo.

Então, nesse período, os meus irmãos ajudaram bastante, me orientando como fazer, o que havia dado certo para eles e o que não.

Acho que levou uns seis meses até eu terminar tudo isso e começar a procurar uma oportunidade.

Portfólio Anderson Borges

E como que foi o processo de começar a procurar um emprego? Porque muita gente acha que esse processo é fácil, mas não é.

Esse é um assunto interessante porque a galera realmente acha que esse processo é rápido. Mas eu falo por mim que não é. É muito difícil, na verdade.

Para eu conseguir a minha primeira oportunidade, eu passei por 29 entrevistas. Isso sem contar os emails.

Na trigésima entrevista, eu confesso que eu já estava desacreditado, mas ainda assim eu continuei.

Nesse dia, dessa entrevista, eu lembro que eu estava sem vontade nenhuma de fazer, eu estava cansado. E assim, eu passei na igreja pela manhã e pedi a Deus por essa oportunidade, se fosse da vontade Dele.

Quando eu cheguei em casa, eu sentei no sofá, meu cachorro sentou perto de mim e começou a me cutucar com a patinha, como se tivesse me chamando.

Foi assim que eu lembrei que eu tinha uma entrevista para fazer!

Fui lá, fiz, passei da primeira etapa, mas estava bem desacreditado.

Mas fui passando de fase e na sexta-feira, lembro bem, eu recebi o sim. E foi uma felicidade muito grande!

Eu chamei meus amigos e irmãos aqui em casa para comemorar!

Mas de novo, não foi fácil. É muito difícil. É gratificante, mas não é fácil. Tem que ter muita dedicação e apoio. Como a gente já falou, foi muito bom ter o suporte da minha família durante todo esse processo.

Quem não tem isso dentro de casa, procura comunidades, um amigo. Isso não só ajuda na motivação, mas nos estudos também. Poder estudar em conjunto é muito rico. É uma boa troca de experiências e de ideias.

Dica de Leitura: Parceria Nos Estudos Me Ajudou a Migrar Para UX Design — Entrevista Giulia Pignati

Com 30 entrevistas nas costas, você ficou com uma bela experiência no assunto. Você tem alguma dica para passar para o pessoal sobre esses processos?

Eu acho que o que mais me ajudou foi manter a calma e ter tranquilidade. Depois de um certo tempo eu nem chegava a ficar tão ansioso para as entrevistas. E acho que isso foi bom também.

A ansiedade atrapalha bastante. Então, a primeira dica que posso dar para a galera é: tenha calma.

Outra coisa que é importante é ter domínio sobre os trabalhos que você fez e que você colocou no portfólio. Sempre me perguntaram bastante sobre meus trabalhos e projetos. Então, saber sobre eles é essencial.

Mas o principal é sempre manter a tranquilidade, durante todas as entrevistas e processo.

No começo eu ficava muito ansioso para conseguir a vaga. Eu era muito afobado, gaguejava, ficava nervoso. Isso atrapalha bastante.

Depois eu consegui ficar mais tranquilo e eu vejo que ter passado por tudo isso foi bom também para o meu crescimento profissional. Ainda mais porque eu não venho da área de tecnologia ou design. Então, esse processo me ajudou a amadurecer.

Se você tivesse uma máquina do tempo, o que você falaria para o Anderson antes da primeira entrevista para UX?

Eu acho que falaria para o Anderson do passado ter mais calma mesmo.

Eu lembro da minha primeira entrevista, eu estava muito ansioso, afobado. E é normal, você fica na ansiedade. Poxa, você passou por tantas coisas até chegar nesse momento, é bacana demais!

Mas é importante ter calma. Você não precisa ter afobação. Eu acho que entender isso foi o que mais me ajudou, tanto para conseguir a minha vaga, quanto para conduzir os projetos dentro da empresa. Esse é o ponto, calma e controle.

Eu falaria isso para o eu do passado.

Portfólio Anderson Borges

Manter é calma é muito importante. Não só para pensar melhor, mas também para ter mais jogo de cintura durante a entrevista.

Ajuda bastante. Eu falo por mim mesmo, o quanto a calma me ajudou e tem ajudado.

Fazer as coisas com mais calma dá um ritmo de trabalho mais tranquilo e tudo fica melhor. No trabalho, em entrevistas, manter a calma ajuda muito.

Quanto tempo faz que você está nesse vaga?

1 ano!

1 ano trabalhando com UX Design! Como que está sendo essa experiência? É o que você esperava?

Eu posso definir em uma palavra: Fantástico!

A empresa que eu estou é fantástica, as pessoas me acolheram super bem, desde o CEO até os desenvolvedores são show de bola!

Quando entrei na empresa conheci duas pessoas fantásticas que me ensinaram bastante coisa e me ajudaram muito no meu começo.

Eu entrei já participando de um projeto gigante e com muito medo, e parece que me deu um branco em tudo o que eu já tinha aprendido e estudado. Mas essas pessoas me ajudaram, me acalmaram e eu consegui retomar o controle.

Outra pessoa muito legal que conheci foi o Tiago, ele é inclusive da comunidade Aela. A gente aprendeu bastante junto. Ele foi uma pessoa extraordinária que agregou muito.

Então, muitas das coisas que eu trago hoje como designer eu aprendi com todas essas pessoas, pegando um pouco de cada um.

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Você comentou muito sobre a força das pessoas e da comunidade em ajudar nos estudos e nos processos. Que dica você daria para as pessoas, inclusive para as que recém entraram na Aela, para que elas consigam aproveitar ao máximo a comunidade?

Quando eu entrei na comunidade acho que a coisa que eu mais fiz foi "encher o saco" de vocês.

Então, a primeira coisa que posso falar é: façam perguntas, não tenham medo e foquem nos projetos.

Outra dica bacana é conversar com a comunidade, sem vergonha! Eu pedi muita ajuda e recebi muita ajuda de gente bacana. Às vezes você acha que as pessoas não vão responder a sua dúvida, mas não, respondem sim! A galera ajuda demais.

Então, usem muito a comunidade porque ela é muito forte. Ela me ajudou e ainda me ajuda bastante. Todas as dúvidas que eu tenho, eu coloco lá.

Portanto, usem a comunidade, perguntem, encham o saco dos professores e mentores, não fique sem falar, sem questionar. Não guardem nada para si. Coloquem todas as dúvidas lá!

Mas é isso mesmo! E não é encher o saco, porque a comunidade está ali para isso!

Agora eu vou fazer uma pergunta diferente porque um passarinho me contou que o churrasco e o UX em família está aumentando!

Qual dica você daria para essa nova pessoa, sua parente, que está prestes a entrar no mundo do UX?

Eu acho que a palavra central que eu levo comigo é: calma! Tem hora que a ansiedade vai bater, que vão surgir dúvidas, mas conforme o tempo for passando, as coisas vão acontecendo.

Então, calma e não desista!

E isso eu falo não só para essa pessoa em particular, mas para toda a comunidade. Não desistam! Vocês vão chegar lá! Assim como eu cheguei, como o Felipe chegou e como tantos outros profissionais chegaram.

Repito: não foi fácil pra mim! Eu fiz 29 entrevistas e só consegui a minha vaga na trigésima! Quase depois de dois anos de estudo.

Tiveram momentos que eu pensei em desistir, mas sempre lembrava do que os meus irmãos passaram e sabia que eu tinha que passar por isso também. Eles me apoiaram e eu não podia jogar isso fora.

Então, peguem as dificuldades e transformem em momentos de prazer, porque vocês vão conseguir tirar algo de bom de tudo isso. Eu consegui e não desisti. Não foi fácil, mas acho que tudo se resume em calma e paciência.

Portfólio Anderson Borges

Pra fechar, você tem algum último recado para as pessoas que estão assistindo?

Eu quero agradecer toda a comunidade Aela e agradecer você Felipe. Você me ajudou muito nas dúvidas que eu tinha, foi muito legal.

Acho que não preciso nem falar muito, mas quero agradecer também os meus irmãos e ao Erivelton, um amigo da comunidade Aela.

Outra pessoa que me ajudou muito e que quero agradecer é o Tiago. Foi fantástico o tempo que trabalhamos juntos, ele me ensinou muita coisa também.

É isso. Eu só tenho a agradecer. Obrigado por tudo!

Muito bom! Obrigado pelo seu tempo, Anderson. Vamos continuar estudando e crescer juntos! Muito sucesso!

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