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Juntei Artes Com Exatas e Migrei para UX Design – Entrevista com William Brepohl
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Juntei Artes Com Exatas e Migrei para UX Design – Entrevista com William Brepohl

William é aluno do Bootcamp MID e nos conta um pouco da sua trajetória em que migrou de Sistemas de Informação para UX Design.

Ele também comentou sobre como quis juntar seu lado criativo com o lado profissional e acabou se encontrando como designer.

Além disso, William nos conta como o ano de 2020 foi difícil, mas, apesar de todos os obstáculos, conseguiu sua primeira oportunidade como Product Designer.

William, primeiro fala um pouco sobre você

Oi, o meu nome é William e eu sou de Curitiba. A minha carreira talvez tenha começado diferente da de muitos de vocês.

Antes de ingressar na universidade, eu fui fazer um teste vocacional em que o resultado deu metade para exatas, metade para artes.

Com esse perfil eu não sabia que raios de carreira seguir!

Então acabei optando por sistemas de informação e fui virar programador e analista de sistemas, porque pensei que dessa forma eu conseguiria dar vida a coisas que eram lógicas.

Em seguida, entrei numa multinacional e fiquei lá por quase 5 anos desempenhando diversos papéis. Fui analista de SAP, analista de acessos e depois migrei para o negócios, me tornando business specialist.

Mas ao mesmo tempo em que meu trabalho era bem lógico, eu sempre busquei formas de inserir criatividade nele.

Nesse sentido, eu participava de comitês, ajudava na criação de sites, tentava mudar os processos internos, ajudava a montar apresentações. Nisso, o design sempre acabava se tornando presente de alguma forma.

Acabei saindo da empresa e percebi que essa área de UX e design era muito interessante para mim. Na época, eu estava noivo e consegui um apoio muito importante da minha noiva para tentar migrar de área.

Dessa forma, passei o ano de 2019 estudando e consegui minha primeira oportunidade como Product Designer no começo de 2020 — entre planejamento do casamento e estresse de pandemia —, em uma startup e, recentemente, fui promovido para Product Manager e estou bastante animado com as perspectivas.

Portfólio UX William Brephol
William Brepohl

Você já tinha uma afinidade com design, mas o que fez com que você tomasse a decisão de largar TI e migrar para UX?

Essa é uma ótima pergunta. Não dá pra falar que a gente sabe exatamente tudo o que contribuiu para as nossas decisões.

Mas no meu caso, eu sei que existem alguns principais motivos que me fizeram decidir migrar para UX.

Eu já tinha essa pequena afinidade com design e com criatividade dentro da minha área profissional, mas na minha vida pessoal a criatividade estava em tudo o que eu fazia.

Sou uma pessoa que gosta muito de arte, sou músico e cheguei a lançar um livro ilustrado com a minha esposa. Inclusive, na época, ela fazia faculdade de artes e eu a ajudava com o TCC.

Por isso tudo, quis unir o que eu já fazia fora do trabalho com a minha vida profissional.

Mas não foi uma decisão fácil porque eu sabia que haveria diversas implicações nessa decisão. Por exemplo, redução de salário e até de oportunidades.

Digo redução de oportunidades porque apesar do mercado de UX Design estar bem aquecido, ele é menos intenso do que o mercado de TI e programação. Essas áreas são mais aquecidas ainda.

Então eu sabia que existiriam esses percalços, mas tudo era uma questão de realização profissional. Eu entendo que dessa forma eu estaria trabalhando com meu propósito por completo.

Mas apesar de ser uma decisão bem arriscada, ela se pagou. Esse ano eu já consegui equiparar o meu salário ao que ganhava lá em 2019. Então, a transição não foi tão ruim assim.

Além disso, a minha perspectiva é estar cada vez mais realizado profissionalmente, sabendo que eu vou ter uma contrapartida financeira legal para sustentar a minha família.

Dica de Leitura: O UX Design Limita a Criatividade?

O seu período de transição foi bem intenso. Estudos, saiu do emprego, casamento. Teve alguma coisa que te fez manter o foco na migração para UX?

Acho que é bom esclarecer que eu não tinha planos de sair da multinacional. Eu acabei sendo mandado embora de lá.

O que aconteceu é que eu estava dando foco em assuntos que eles não estavam precisando naquele momento. Me disseram que eu tinha bastante criatividade e se existisse uma oportunidade em UX ali eles me ofereceriam. Mas como não havia, eles estavam me liberando.

Isso aconteceu faltando um ano para o casamento.

Como eu não estava me sentido realizado naquela área, conversei com a minha esposa e ela me apoiou muito nessa transição.

Apesar disso, foi um ano bem difícil porque planejar um casamento exige diversas responsabilidades financeiras. E como eu estava desempregado, foi um pouco complicado.

Mas eu sempre fui uma pessoa que administrou bem o dinheiro e, na época, eu ainda estava morando na casa dos meus pais. Então, por mais que não estivesse com uma renda, não havia gastos muito grandes também.

Além disso, eu tinha uma reserva que me dava uma tranquilidade de uns 2 anos sem trabalhar, depois que me casasse.

Mas mesmo com essa tranquilidade financeira, a ansiedade bateu forte nesse período e até acabei me candidatando para vagas as quais eu sabia que eu não estava preparado ainda.

O que me ajudou durante essa época foi ter o apoio da família e de Deus. Como sou cristão, sempre procurei paz em Deus.

Além disso, ir estudando aos poucos, realizando um passo de cada vez, dando cara a tapa, me fez ir vencendo a ansiedade.

Portfólio UX William Brephol
William Brepohl

Como você montou a sua rotina e descobriu o que melhor funciona para você?

Bom, eu não descobri ainda! Eu estou nesse processo de descoberta.

A verdade é que 2020 foi um ano bastante complicado. A preocupação com o casamento, a pandemia, mudança de emprego, de carreira e etc., fizeram com que eu tirasse um pouco o foco dos estudos.

Eu só fui conseguir voltar a estabelecer uma rotina depois que casei.

No começo eu estava tentando estudar à noite, mas percebi que a disposição não era a mesma. Eu acabava postergando muita coisa. Chegava cansado do trabalho e só queria ficar com a minha esposa.

Hoje eu estou tentando acordar mais cedo, ajustando a minha rotina de estudos para de manhã.

Assim, eu estudo, vou para o trabalho e quando chego em casa posso só fazer atividades mais tranquilas e relaxantes.

Mas uma coisa que eu percebi e que faz muita diferença para mim é ter aprendido a como prestar mais atenção nas aulas do curso.

Percebi que eu preciso estar fazendo alguma coisa com as mãos para conseguir me concentrar nas aulas, então comecei a pintar enquanto escuto as gravações.

Me dei conta que meu cérebro funciona melhor enquanto estou fazendo duas atividades ao mesmo tempo. Isso me ajuda na concentração e dá ânimo para estudar.

Dica de Leitura: The Great Resignation – Por Que Profissionais Estão Se Demitindo?

Como foi conseguir a primeira vaga em UX Design?

A empresa em que trabalho não tinha nenhuma experiência com UX antes.

Na verdade, meu chefe depois me contou que me contratou por conta do meu background em TI.

Empresas menores precisam de profissionais mais versáteis, e eu tive que ir cavando e construindo a mentalidade de design por lá.

No final, eles gostaram tanto do meu jeito de trabalho que me chamaram para ser gerente de produto e inovação, porque querem que eu coordene uma equipe que implemente isso ali dentro.

Mas enfim, o processo seletivo foi normal, fiz entrevistas e um teste.

O teste era sobre fazer uma avaliação de uma página de ecommerce que eles tinha para mobile. Eu fiquei com um pouco de dúvida sobre esse teste porque causa certa desconfiança quando uma empresa pede para você fazer um exercício baseado em algo real que ela pode implementar e utilizar depois.

Até comentei isso como feedback da entrevista, e meu chefe depois me contou que não tinha gostado muito desse meu comentário! Mas o bom foi que eles me contrataram pelo meu perfil e dedicação.

O mais interessante é que a gente amadurece muito quando começa a aplicar a teoria do UX na prática do trabalho. É muito diferente quando você não tem essa experiência.

Eu diria que você muda da água para o vinho quando você tem a primeira experiência profissional.

Workshop William Brephol
William Brepohl

Você saberia pontuar o que te fez amadurecer no trabalho?

Primeiro eu comecei a perceber que nem sempre as coisas são tão divididas como a gente pensa.

Em empresas grandes, você tem um trabalho específico muito focado; você só faz aquilo.

Mas quando você trabalha com UX Design, você interage com diversas outras áreas da empresa.

Claro que meu foco principal são os usuários, mas eu também ajudo em outras áreas, como marketing por exemplo. Até ontem mesmo eu dei um treinamento sobre atendimento e customer success.

Então, o amadurecimento que tive foi enxergar a empresa como um todo e não ter apenas a visão limitada a sua área.

Entender o todo foi um aprendizado muito legal e traz um senso de realização muito importante também.

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Legal você comentar isso porque o UX Design está se tornando cada vez mais estratégico

Sim. Tanto que quando fui contratado, a empresa queria algo mais voltado somente para o visual. Eles não tinham ideia do que era UX.

Mas eu deixei bem claro que o meu trabalho era algo estratégico, que eu não sou apenas operacional, mas tenho muito a entregar e questionar, sobre tudo e não somente ao visual do produto.

Foi legal que eles ouviram o que eu disse. É bacana quando você encontra um lugar onde as pessoas estão dispostas a te ouvir, mesmo porque acaba sendo uma aposta para o lado deles também.

Portfólio UX William Brephol
William Brepohl

Se você pudesse voltar no tempo, o que você falaria para o William de 2019?

Eu gosto muito da minha jornada, mesmo ela sendo bem difícil. No final do dia, as situações difíceis acabam te transformando.

Eu falaria para eu ir com calma, seguir tranquilo e fazer o que tem que ser feito, sem desespero.

Continua fazendo um pouco de cada vez, como um trem de carga, sem desperdiçar combustível, indo devagar, mas cada vez mais longe.

William, obrigado pelo seu tempo e muito sucesso nessa trajetória!

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