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Iniciando Em UX Design Remotamente — Entrevista Com Debora Seibert
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Iniciando Em UX Design Remotamente — Entrevista Com Debora Seibert

Debora é aluna do MID e nos conta a sua trajetória de migração para UX Design.

Ela nos conta quais foram seus principais medos ao decidir migrar para a área e como a pandemia frustrou alguns de seus planos.

Além disso, Debora comenta como foi ter sido contratada para trabalhar remotamente e como está sendo essa experiência!

Debora, conta um pouco sobre você, para começar o papo

Felipe, quero agradecer a oportunidade de estar aqui e espero que a minha experiência possa ajudar outras pessoas a migrar para UX Design!

Em 2017 eu me formei em design e de lá para cá trabalhei em algumas agências e empresas, na maioria das vezes, na área de comunicação e marketing.

Tive também uma experiência de intercâmbio quando morei em Dublin por um tempo, mas lá não cheguei a trabalhar na área.

Dica de Leitura: UX Design – O Que é e Como Atuar na Área?

O que te chamou a atenção em UX Design?

Durante a faculdade, eu cursei uma disciplina chamada, se não me engano, design 44.

Acabei gostando bastante dessa matéria e resolvi focar o meu TCC (trabalho de conclusão de curso) nesse tema.

Na época, eu trabalhava em uma agência, na parte de atendimento, então achei interessante descobrir os processos de Design Thinking e entender mais o lado do cliente.

Isso me despertou um interesse forte pela área, pelo fato de dar foco nas necessidades do usuário e não somente ficar desenhando e trabalhando com a parte visual.

Foi nesse momento que eu descobri o UX Design e comecei a ler mais sobre a área e acabei me identificando e me apaixonando por ela.

Portfólio UX Design Debora Seibert
Portfólio Debora Seibert

Como que você fez para entender melhor sobre o UX Design?

Eu terminei meu TCC em 2017, então eu estudei praticamente 1 ano sobre o assunto.

Nessa época, eu já conhecia a Aela e até tinha trocando uns emails com você, sobre morar em Dublin. Lembro que você estava lá e eu queria saber como estava o mercado de trabalho no país, porque eu desejava voltar.

Terminei meu TCC e resolvi buscar uma experiência na área.

Mas uma das grandes dificuldades e dores que tive foi imaginar que aqui na minha cidade não teria uma vaga na área e eu teria que me mudar para uma cidade maior.

Eu moro no interior do RS e o mercado ainda não é muito aberto para UX Design, e isso criou uma certa insegurança em mim.

Por conta disso, eu comecei a postergar essa minha ideia de mergulhar nessa área.

Dica de Leitura: 11 Medos Que Te Impedem de Migrar para UX Design

Quando você entrou no MID?

No final de 2019! Então, eu posterguei essa minha decisão desde 2017. Muito tempo!

Mas chegou um momento em que eu percebi que se eu quisesse realmente mudar, eu não conseguiria fazer isso sozinha. Por mais que eu pesquisasse materiais, comecei a perceber que estudar sozinha não iria rolar!

Conhecendo a Aela, decidi tomar o passo de me inscrever no MID e finalmente parar de enrolar e postergar a minha mudança.

Aconteceu algo em especial para que você tomasse essa decisão?

Acho que foi o que acontece com todo mundo, na verdade.

Chegou um momento da carreira em que eu não estava mais gostando do que fazia. Estava infeliz.

Seu tempo entre começar o MID e conseguir a vaga foi bem rápido, mais ou menos 8 meses

Quando eu comecei o curso e assisti os workshops, eu lembro que vocês falaram isso, que a migração poderia acontecer em 6 meses ou poderia demorar um pouco mais.

Quando eu me inscrevi no curso, eu já tinha feito planos para 2020. Eu tinha uma viagem marcada para junho, então na minha cabeça estava tudo certo e organizado.

Eu viajaria em junho e em julho eu começaria a aplicar para vagas.

Mas então veio a pandemia

Portfólio UX Design Debora Seibert
Portfólio Debora Seibert

O lado bom é que abriram muitas vagas remotas também

Sim! E esse movimento me ajudou muito porque meu receio de não conseguir uma vaga na minha cidade foi diminuindo.

As empresas começaram a abrir vagas remotas e eu percebi que não precisaria mudar de cidade para começar a trabalhar com UX Design.

Dica de Leitura: Trabalho Remoto – Quais as Perspectivas Durante e Pós-Pandemia?

Como você organizou os seus estudos?

Eu comecei me organizando no Trello, mas as coisas acabaram não fluindo bem por ali!

Fora isso não usei nenhuma outra ferramenta.

O que eu fiz foi tentar dedicar algumas horas da minha semana para assistir as aulas e fazer os exercícios; e tentava não perder nenhuma das aulas ao vivo.

O que me ajudou é que durante esse período eu estava trabalhando em um projeto paralelo que eu tenho com meu marido. A gente tem uma escola de inglês.

Então, eu conseguia organizar bem os meus horários e me dedicar aos estudos.

Você tinha algum processo para manter essa rotina de estudos?

Eu tentava dedicar dias específicos da minha semana para isso.

De segunda a quarta eu resolvia outras pendências, então de quinta e sexta, na medida do possível, eu me dedicava aos estudos em UX Design com o MID.

Eu tive que estabelecer dias e horários porque se eu deixasse para estudar quando sobrasse tempo, esse tempo nunca sobrava.

Como foi o processo para procurar e aplicar para vagas em UX Design?

Foi tranquilo!

Na verdade, eu não senti muita diferença por conta da pandemia. A única coisa que mudou foi que as entrevistas eram remoto e não mais presencialmente.

Eu comecei a aplicar para vagas em abril, mas eu estava muito ansiosa nessa época e não estava pensando muito bem para quais vagas aplicar. Foi no começo da pandemia e meus planos do ano tinham ido por água abaixo, então eu estava meio perdida e quis apressar as coisas.

Mas eu percebi que, apesar de me aplicar para um monte de vagas, eu não estava encontrando empresas compatíveis com o meu perfil.

Então, em maio, eu parei e comecei a refletir sobre o que eu estava querendo e onde eu me encaixaria melhor.

A partir disso, comecei a procurar vagas de uma maneira mais focada.

Até que um dia, você, Felipe, compartilhou uma vaga na comunidade do Slack, nessa empresa na qual eu trabalho hoje.

Portfólio UX Design Debora Seibert
Portfólio Debora Seibert

Como é que foi o processo para essa vaga em específico?

A primeira coisa que me chamou a atenção na vaga foi que eles estavam valorizando bastante as soft skills.

A empresa não pedia dois ou três anos de experiência prévia em UX Design, então isso me deixou mais animada.

Teve a etapa de análise de currículo e depois a análise de portfólio.

No meu portfólio havia 2 trabalhos acadêmicos, 1 trabalho de interface e 2 projetos do MID.

Em seguida, fui para uma entrevista.

O problema era que a vaga era voltada para um projeto específico e eu acabei não passando.

Mas eles gostaram do meu portfólio e do meu perfil, e mantiveram o meu contato. Nesse momento eles foram bem honestos comigo.

Eles disseram que para aquela vaga eu não havia sido selecionada, mas que gostaram muito de mim e que queriam manter meu contato para uma outra possível vaga que tinha mais a ver comigo.

E aconteceu! Depois de mais ou menos dois meses eles entraram em contato comigo para essa nova vaga e deu tudo certo!

Dica de Leitura: Portfólio de UX Design – 7 Erros Para Você Não Cometer

Como está sendo o trabalho nessa empresa?

Eu to amando muito porque está superando todas as minhas expectativas.

Uma coisa é a gente apenas imaginar como é trabalhar na área, outra coisa é a prática!

Eu estou bem feliz com a escolha que eu fiz de investir em UX Design.

A empresa tem uma preocupação bem grande com as pessoas. Então, o onboarding foi todo repaginado para ser remoto. Uma semana antes do início eles mandam um kit de boas vindas e já recebi também a minha agenda dos primeiros dias para não ficar tão ansiosa.

É impressionante como tudo está funcionando de maneira remota.

A empresa tem planos de voltar ao trabalho presencial?

Há planos de voltar para o presencial, sim.

Pelo que eu percebi, a equipe gosta bastante da interação presencial e de trabalhar fisicamente junto.

Eu vou continuar a trabalhar remotamente, a maior parte do tempo, e vou para o escritório algumas vezes por semana. A empresa fica em Porto Alegre que é perto da minha cidade.

Por conta disso, eu não vou precisar me mudar.

Portfólio UX Debora Seibert
Portfólio Debora Seibert

O que você falaria para a Debora do passado?

Ah, foram vários aprendizados.

Acho que a primeira coisa que eu diria é para não ficar postergando algo que você deseja realmente. Não fica pensando que essa mudança não é para você; que você não vai ter oportunidades ou não vai conseguir.

Eu percebi que perdi muito tempo pensando nessas coisas. Eu deveria ter me jogado primeiro e depois parado para pensar como resolver os problemas.

A segunda coisa que eu diria era para ter mais paciência e fazer as coisas com mais calma. Apesar de eu ter começado com mais planejamento, houve um momento em que eu fiquei muito ansiosa por conta da pandemia e da frustração de alguns planos.

Mas essa ansiedade não me ajudou em nada. Eu quis apressar as coisas, mas não adiantou em nada.

Eu poderia ter feito tudo no meu tempo, com mais calma, sem correr.

Eu toco sempre nesse assunto da paciência, mas também sei que não é fácil!

Não é fácil!

A gente acha que com a gente vai ser diferente, mas não vai!

Tudo tem seu tempo.

Tem que ter paciência com os estudos mesmo, porque tem muita coisa para aprender

Sim! Eu consegui a vaga estando no nível 2 do MID, mas antes disso eu tive todo o período de estudos do meu TCC e uma experiência com interfaces também.

Isso contribuiu para que eu não estivesse saindo totalmente do zero.

Debora, você tem algum recado final?

Quero apenas reforçar que para mim foi muito difícil fazer as coisas sozinha e talvez isso possa também ser a realidade de muita gente.

Acho que as mentorias do MID foram importantes para mim.

Então, se alguém perceber que não está conseguindo estudar sozinho, acho que vale muito a pena procurar um curso como o MID.

Dica de Leitura: Quem São os Mentores do MID e Como Eles Podem Te Ajudar?

Débora, muito obrigado pelo seu tempo e sucesso!

Cursos

Nosso maior orgulho é todo mês ter alunos e alunas contratados em grandes empresas e em países como
Brasil, Estados Unidos, Irlanda, Alemanha, Espanha, Portugal, Áustria, Rep. Tcheca, Nova Zelândia e Canadá.