Foco e Organização na Migração Para UX Design — Entrevista Com Ewerton N.

Nesta entrevista, Ewerton nos conta como foi seu processo para migrar para UX Design, em uma história de muita paciência e foco!

Ewerton é aluno do MID e nos conta a sua trajetória desde quando começou a estudar Web Design, passando por monitor de cursos gratuitos, até conhecer os conceitos de usabilidade e UX Design, passando a aplicá-los sempre em seus projetos.

Além disso, Ewerton é um exemplo de paciência, determinação e organização, e conta como tudo isso foi importante para que ele conseguisse migrar para UX Design, estando hoje em uma posição remota para a VMetrix do Chile.

Confira a história do Ewerton e inspire-se a também dar esse passo na carreira!

Ewerton, conta um pouco do seu background

Eu sempre gostei de desenho e de coisas manuais. Eu sempre estava mexendo na minha bicicleta!

Quando adolescente, eu tive contato com meus primeiros computadores, lan houses e games. Com isso, fiquei muito interessado em saber como eles eram desenvolvidos.

Por conta disso, acabei entrando em um curso de Web Design, que tinha também conhecimentos em programação.

Com o networking criado nesse curso, fui chamado para fazer monitoria em um escola de cursos gratuitos. Com o tempo, passei a dar aulas também! E fiquei trabalhando com isso quase 8 anos.

Em paralelo, eu comecei a trabalhar na parte administrativa dessa escola, mas continuei estudando sempre assuntos relacionados ao Design.

Portfólio Ewerton

Como você conheceu o UX Design?

Eu tinha certa vontade de trabalhar com design na época, mas eu não tinha curso superior na área e nem tinha experiência prática na área.

Nesse sentido, entrei em um curso técnico de Análise de Desenvolvimento de Sistemas, que possuía uma matéria chamada engenharia de usabilidade!

No final do cursos, nos últimos semestres, consegui uma oportunidade de estágio em Web Design.

Apesar desse estágio ser mais voltado para a parte visual, eu sempre procurei aplicar um pouco dos meus outros conhecimentos, como programação front-end, para criar protótipos de alta fidelidade.

No entanto, em diversas situações eu ouvia falar sobre usabilidade e isso me despertou um certo interesse.

Eu comecei a pesquisar sobre o assunto e encontrei a Aela e o MID e resolvi me aprofundar na área.

Dica de Leitura: UX Design — O Que é e Como Atuar na Área?

O que exatamente te atraiu em UX Design?

Eu queria saber se aquilo o que eu estava fazendo para a empresa realmente era funcional. De alguma forma, eu queria saber se eu estava entregando valor para a empresa.

Mas na época, as pessoas de lá ainda tinham certo bloqueio com relação a UX Design e à usabilidade.

Felizmente, eu insisti no tema e, proativamente, comecei a aplicar algumas pesquisas dentro da empresa, com o intuito de identificar o que poderia ser melhorado nos processos.

O resultado foi a descoberta de que cada pessoa tinha um processo e um fluxo diferente na cabeça. Foi aí que comecei a aplicar os conhecimentos que eu vinha aprendendo no MID.

Com o tempo, os resultados começaram a aparecer, e os feedbacks foram muito positivos.

Além disso, comecei a redesenhar os produtos, os wireframes, criando consistência nas interfaces, com relação aos elementos, componentes e até mesmo nas cores.

Essas pequenas mudanças faziam toda a diferença, e eu sabia que o UX Design me trazia esse tipo de satisfação.

Como foi a percepção da empresa quando você foi implementando esses pequenos detalhes de usabilidade?

Infelizmente, apesar dos feedbacks, eles viam como uma evolução normal dos processos e, por isso, não havia tanto incentivo no tema.

Eles até gostavam do que eu havia feito, mas parecia que não conseguiam enxergar o valor real daquilo.

Portfólio Ewerton

Como foi o processo de procurar uma oportunidade mais voltada para UX Design?

Apesar de ter implementado algumas melhorias de jornadas do usuário e fluxos de processos dentro da empresa, eu já estava num momento em que me sentia estagnado.

Então, começaram a surgir algumas oportunidades, mas a minha vida era muito corrida na época. Eu conciliava o trabalho na empresa com o de professor, no curso.

Já fazia um tempo que uma vaga de uma certa empresa aparecia para mim, com frequência. E eu acabava indicando essa oportunidade para os meus alunos do curso.

Mas mesmo assim, a vaga continuava aparecendo. Pensei que ou havia muita vaga nessa empresa, ou que estava difícil encontrar alguém para ocupar essa oportunidade.

Nesse momento, deu estalo na minha cabeça e eu pensei: vou me aplicar para essa vaga!

Depois da aplicação, o processo foi muito rápido, eu até fiquei impressionado.

A vaga era para Web Design, mas eu conhecia uma pessoa que trabalhava como UX Designer nessa mesma empresa. Então eu percebi que havia oportunidade para trabalhar na área.

Quando fiz o teste do processo seletivo, eu decidi mostrar mais do que apenas Web Design. Eu queria chamar a atenção deles, mas tomando cuidado para não parecer arrogante.

Nesse sentido, fiz o wireframe, o layout em UI e resolvi mostrar todo o processo, apresentando todo o raciocínio e tudo o que utilizei para chegar no resultado final.

Acabei passando no processo!

Infelizmente eles nunca me deram um feedback sobre esses detalhes a mais que coloquei no teste, mas a empresa sempre foi muito receptiva comigo e com as minhas ideias.

Dica de Leitura: Portfólio de UX Design — 6 Dicas Essenciais para Montar o Seu

Pelo que entendi essa sua vaga era mais voltada para Web Design, depois dessa oportunidade você conseguiu a vaga onde você está hoje?

Sim, sim.

Como você disse, a minha função nessa empresa era bastante voltada para Web Design, apesar de eu ter muita liberdade para aplicar conceitos e ideias de UX Design.

Eu estava super à vontade com o trabalho e, na verdade, eu não estava procurando outras oportunidades.

Mas como o meu LinkedIn estava bem estruturado — o que realmente faz a diferença — apareciam diversos contatos, oportunidades e vagas para mim.

Num desses contatos que fiz, acabou surgindo essa oportunidade para mudar de emprego.

Mas o movimento foi bem tranquilo, acabei saindo de portas abertas da empresa que foi, como sempre, super compreensiva.

E essa nova mudança foi para UX Design?

Sim! A vaga era para UX/UI Design!

A oportunidade era em uma empresa chilena e o CTO era meu conterrâneo de Fortaleza. Então, apesar da companhia ser internacional, a comunicação era mais fácil. Além dele, havia mais brasileiros no time, então fiquei bastante tranquilo.

A ideia dessa vaga era estabelecer um escritório da empresa aqui no Brasil. Por isso que a minha contratação acabou sendo como PJ e não como CLT.

Dica de Leitura: 7 Dicas para Você se Tornar um Designer Internacional

Como foi o teste para esse processo?

Eu recebi uns exemplos e um script bem curto sobre o que eles estavam querendo.

O case foi muito bem estruturado e eu gostei muito disso.

Fiz muitas perguntas, montei o fluxo, expliquei e argumentei sobre os motivos de ter feito daquele jeito, com aquele processo.

O interessante é que eu não estava nervoso, porque eu estava trabalhando na época. Então, eu não senti uma pressão em passar no processo, o que acabou me ajudando.

Portfólio Ewerton

Qual foi o seu principal aprendizado durante todo esse processo de migração?

Eu acho que o que me fez passar por tudo — curso, aulas, trabalho — até chegar aqui foi o grande foco que tenho na vida profissional.

Tudo o que aparecia na minha vida que pudesse fazer com que eu desviasse um pouco dos meus planos, eu já imediatamente descartava.

É claro que há os momentos de prazer e lazer, mas meu foco maior sempre foi no profissional.

Então, ter foco e organização foi o que me trouxe até aqui e ainda são muito importantes para mim.

O que você falaria para o Ewerton do passado?

Eu diria para ele que às vezes a gente não precisa encontrar respostas para tudo, antes de tomar alguma decisão.

Muitas vezes é melhor pegar o que a gente tem em mãos, aplicar os teste e analisar, ao invés de ficar perdendo tempo em uma etapa anterior.

Uma coisa que acho interessante também é ter uma comunidade para troca de informações.

Eu acabei me juntando com um colega aqui do MID e criamos uma comunidade, que serve como um Hub de informações para outros UXers, aqui em Fortaleza.

É muito importante compartilhar aprendizados e experiências com outras pessoas e isso ajuda muito no processo.

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