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Escolhas Certas e Decisivas para Migrar para UX Design — Entrevista com Vanessa Sousa
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Escolhas Certas e Decisivas para Migrar para UX Design — Entrevista com Vanessa Sousa

Vanessa é aluna do Bootcamp Master Interface Design, e aqui ela conta como foi migrar para o UX Design vindo do background da publicidade. Ela nos contou que sempre quis trabalhar com criação até que descobriu que no dia a dia não era realmente aquilo que esperava.

Foi na pós-graduação em Marketing e Design Digital que descobriu que sua paixão era mesmo UX. Foi então que decidiu migrar. Assim, ela acabou conhecendo a Aela e estabelecendo uma meta: em um ano de estudos teria que estar no mercado de trabalho de UX/UI Design.

E deu certo! Para Vanessa as coisas fluíram muito rapidamente. Após concluir o nível 2 do MID, 10 meses de estudo, foi indicada para uma vaga através da comunidade de alunos Aela. Foi aprovada e hoje ela faz parte da equipe de UX Design na Indra com mais 4 colegas vindos também do MID.

Detalhe: ela não tinha nenhuma experiência com UX Design e o portfólio que utilizou durante os processos seletivos continha somente 3 projetos que havia desenvolvido durante o MID.

Continue a leitura e saiba como foi a trajetória de Vanessa até conseguir sua primeira oportunidade com UX Design e encontre as dicas que ela deixou para quem também busca ingressar em UX.

Vanessa, fala um pouco sobre seu background

Eu me formei em publicidade, em Belém. E ainda na graduação eu já estagiava com criação publicitária; trabalhei tanto em departamentos de marketing de empresas como em agências publicitárias.

Logo após concluir o curso, vim para o Rio de Janeiro, em 2016, onde fiz uma pós em Marketing e Design Digital. Foi ai que ouvi falar sobre UX Design.

E de cara, o que começou a chamar minha atenção em UX foram alguns trabalhos práticos que realizei na pós, que envolviam testes com usuários e a construção de "rabiscoframes". Eu nunca tinha feito nada parecido e já achei o máximo.

Na época, já era tudo muito voltado para mobile e foi aí que eu comecei a perceber que UX era muito mais promissor do que aquilo que eu trabalhava há tanto tempo.

Embora eu tenha me interessado bastante, continuei seguindo trabalhando em agências, como Diretora de Arte, fazendo um pouco de tudo, desde impressos, identidade visual, banner, e-mail marketing, etc.

Wireframes redesign do Wikipédia – projeto MID nível 1 | Portfólio Vanessa Sousa

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Como você conseguiu migrar UX Design?

Conheci a Aela em 2018 e em agosto do mesmo ano já iniciei o Bootcamp MID e comecei a estudar. Logo no início já tracei uma meta: em um ano de estudos teria que estar no mercado de trabalho de UX/UI Design.

Assim, quando eu ainda estava ainda no nível 2 do curso, já comecei a preparar meu portfólio com alguns projetos do nível 1 e 2.

Feito isso, comecei me candidatar para várias vagas, muitas delas fora do país porque sempre foi meu sonho morar fora. Até cheguei a iniciar um processo seletivo para uma vaga em outro país. Porém, percebi que na maioria das vagas lá fora exigiam uma experiência que eu ainda não tinha. Então, comecei a aplicar para vagas aqui no Brasil mesmo, inicialmente.

Foi então, que vi uma oportunidade na comunidade de alunos Aela. O Diogo, outro aluno do MID, postou a vaga e eu decidi me aplicar. Fiz uma entrevista com ele numa sexta, enviei os testes que fiz durante o fim de semana. E na terça da outra semana já recebi o resultado que havia passado. Tudo muito rápido mesmo.

Hoje atuo como UX Designer na Indra, juntamente com mais 4 alunos do MID.

Quais são as diferenças entre aplicar para vagas em Publicidade e em UX Design?

A principal diferença é a forma como analisam o portfólio. É importante tudo estar bem organizado e que você explique todo o processo do projeto. Não é para apresentar somente as telas finais. Os recrutadores vão perguntar muito sobre os trabalhos.

Fui sincera sempre, deixando claro que ali eram trabalhos acadêmicos, que desenvolvi durante os primeiros níveis do Bootcamp MID.

As entrevistas são normais. As diferenças não são tantas assim. O que muda é esse olhar diferenciado para o portfólio. Por isso, nas entrevistas que fiz aqui no Brasil, não senti tanta dificuldade.

Porém, nas entrevistas para vagas fora do Brasil, eu senti dificuldade com relação ao inglês, porque toda as etapas são feitas em inglês, e eu não estava realmente preparada.

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Como foi lidar com a ansiedade para migrar para UX Design?

No começo, eu tinha muito desespero para começar a nova carreira. Mas você percebe que precisa entender o processo inteiro. E é no nível 2 do MID que você conhece tudo, do início ao fim. Por isso, tem que se acalmar e segurar a ansiedade.

Tentei no nível 1, porém vi que ainda não era a hora. Assim, me dediquei mais, me acalmei e decidi fazer o portfólio todo em inglês, só quando terminasse o nível 2.

Então, foi com esse portfólio que montei durante os primeiros níveis do MID que apliquei para vagas em UX. E acabei sendo contratada!

Projeto Dashboard MID | Portfólio Vanessa Sousa

Como você organizou seu tempo para estudar uma nova área?

Não foi fácil, pois eu estava trabalhando ao mesmo tempo. Foi preciso abdicar de algumas coisas para sobrar tempo para estudar.

Deixei de lado um pouco as redes sociais, que consomem um tempo que você não percebe.

E hoje como está a sua nova rotina como UX Designer?

É bem diferente e bem desafiador, comparado ao dia a dia das agências.

Hoje estou alocada em um dos clientes da empresa, numa equipe de consultoria composta por 4 UX Designers, que também vieram da comunidade Aela. Todos passaram por essa fase de mudar da publicidade para o UX. Então, conhecem as minhas dores e me ajudam muito.

É um diferente-bom: é exatamente o que eu queria.

Além disso, não queria mais aquela rotina de fazer uma arte, entregar, fazer outra, naquele ritmo de produção acelerado, sem acompanhar de fato o que aconteceu com aquelas peças.

Muito diferente de antes, houve dias que nem liguei o computador: fui à reuniões, conversei diretamente com clientes, desenhei telas.

Outra coisa que também é diferente é o timing para pensar. Precisa ser maior, do que somente produzir peças.

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Na sua opinião, por que o tempo do UX Designer tem que ser maior?

Quando você tem mais tempo, a entrega é mais assertiva.

Em UX são várias pequenas entregas, mas são mais certas. Você precisa pensar no usuário e no negócio, ao mesmo tempo, para poder atender a necessidade dos dois.

Portanto, é preciso mais tempo para se dedicar, pesquisar e planejar cada coisa.

Mapa de Afinidades | Portfólio Vanessa Sousa

O que você falaria para a Vanessa de antes de migrar para UX Design?

Não consigo me arrepender de nada. E tudo que eu vivi antes me ajudou a enxergar as coisas como vejo hoje.

E ter passado anos em agências fez com que eu aprendesse várias coisas e me fez ver que eu não gostava de trabalhar com criação, mesmo que durante todo o curso de publicidade eu achasse que queria trabalhar com isso. Foi só quando cheguei onde eu "queria", que percebi o caminho certo a seguir.

Mapa Mental | Portfólio Vanessa Sousa

Qual é a dica que você dá para quem quer migrar para UX Design?

Estudar muito!

Sempre que possível. Assim, leia livros, artigos, procure buscar mais conhecimentos e, principalmente, faça tudo com sua melhor versão, inclusive os trabalhos durante o MID, caso esteja cursando.

O segredo é acreditar que você vai conseguir. Além disso, crie uma meta e estude. Foi o que eu fiz e deu certo!

O curso proporciona aulas excelentes e feedbacks. Assim, é muito difícil você não ter um bom resultado.

Por isso, acredite em você e se dedique ao máximo.

O que você quer no futuro em UX Design?

A curto prazo, quero continuar aprendendo bastante, inclusive, da área de programação e desenvolvimento também. Pois, eu lido muito com pessoas dessa área.

A longo prazo, eu tenho planos de sair do país e trabalhar em outras cidades, conhecer outros lugares e outras culturas. Mas sei que, se aqui no Brasil o desafio é grande, lá fora é maior ainda. Essa experiência aqui no Brasil está sendo crucial e vai me proporcionar base para trabalhar em outras empresas lá fora.

No fim, quero poder mudar a vida de alguém para melhor com esses projetos que participo.

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