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Product Design no Canadá – Entrevista Com Daniel Hildebrandt
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Product Design no Canadá – Entrevista Com Daniel Hildebrandt

Daniel nos contou como foi sua experiência migrando do Design Gráfico para Product Design. Além disso, ele também compartilha como foi o processo de mudança para o Canadá, onde mora atualmente.

Confira mais sobre a história do Daniel e as dicas que ele dá, tanto para quem também quer migrar de área quanto para quem trabalhar como Product Designer no exterior!

Daniel, conta para gente um pouco mais sobre você e sua jornada para Product Design

Eu me formei em Design Gráfico em Florianópolis. Lá, eu comecei trabalhando como Motion Designer e também abri uma empresa que hoje alguns amigos ainda tocam.

Depois de um tempo, decidi mudar para o Rio de Janeiro porque o mercado era maior. Mais ou menos nessa época eu comecei o Bootcamp Master Interface Design (MID) e decidi que queria realmente mudar para essa área de UX/UI. Eu sempre gostei muito dessa área, é algo que me chamava atenção já desde a faculdade, apesar de eu ter seguido um rumo diferente.

Logo nos primeiros níveis do MID, comecei a trabalhar com Product Design em uma empresa aqui no Canadá e recentemente mudei de emprego, mas na mesma função. Vou contar com mais detalhes como tudo isso aconteceu.

Interface final de projeto feito por Daniel Hildebrandt

Como foi sair de Motion e mudar para Product Design?

O que eu via era que o trabalho do Motion Designer envolvia muito de marketing e gosto pessoal de várias pessoas. Já em Product Design usamos bases de dados, fazemos pesquisas de opinião e estamos sempre procurando criar algo que facilite a vida das pessoas.

Então, quando cheguei aqui no Canadá para fazer minha pós-graduação, eu já estava muito mais preparado do que muitas pessoas da minha turma.

Conversar com as pessoas também me ajudou bastante no processo, pois ia conseguindo entender cada vez mais os conceitos, métodos de pesquisa, como criar interfaces, entre outros.

Além disso, acredito que meu background em Design Gráfico também tenha contribuído, pois já cheguei conhecendo alguns conceitos e termos, pelo menos.

Wireframes de projeto desenvolvido por Daniel Hildebrandt

Dica de Leitura: Preciso de Background em Design para Migrar para UX?

Como foi o seu processo de ida para o Canadá? E para conseguir um trabalho em UX?

No meu caso, como eu queria cada vez mais me especializar em UX, eu prestei um processo para uma pós-graduação aqui no Canadá. Passei e me mudei para cá.

E depois, quando você termina o curso, consegue estender o período de estadia e aplicar para outros tipos de visto, como de trabalho.

Durante o meu curso, eu fiz estágio em duas empresas diferentes. Quando foi chegando no final do curso, comecei a aplicar para vagas usando projetos variados no meu portfólio, incluindo alguns que desenvolvi durante o MID.

Eu fiz algumas entrevistas até conseguir esse primeiro trabalho, mas não foi algo muito demorado também. Meu background ajudou bastante nesse processo, assim como o Motion – as pessoas acham interessante misturar com o Product Design, então acabo me sobressaindo em algumas entrevistas que tenho feito.

No meu trabalho atual, vi a vaga em uma comunidade de UX/UI daqui do Canadá – eles estavam inclusive procurando alguém que soubesse fazer animações. Conversei com o gerente responsável sobre a posição e fui fazer mais duas entrevistas – para essas, levei meu portfólio e expliquei todos os processos envolvidos no desenvolvimento do projeto. Depois de pouco tempo fui chamado para a vaga.

Definição de elementos visuais para projeto de Daniel Hildebrandt

Como é a sua equipe de trabalho aí?

Eu estou na equipe de public sites, no site do banco mesmo. Atualmente, nesse projeto, somos uma equipe de 13 pessoas, uns 8 Product Designers e o resto são Designers variados. No banco como um todo, acho que são cerca de 80 Designers.

Trabalhamos bem perto dos desenvolvedores também, não sei dizer ao certo quantos são, e do Scrum Master também, que nos organiza para trabalharmos dentro da metodologia Agile. Tem mais algumas outras pessoas envolvidas também, como produtores de conteúdo, que também trabalham próximos da gente.

Mapa de empatia do usuário criado por Daniel Hildebrandt

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Qual é a maior diferença do mercado brasileiro para o canadense?

Como no Brasil eu trabalhava em uma empresa grande, eu conversava bastante com o pessoal de UX de lá e eles me contavam que o mercado era meio bagunçado – isso quer dizer pessoas que não seguiam algumas regras de UX, ou então UX Designers fazendo papel de UI também.

Aqui no Canadá, eu vejo que, pelo menos onde trabalho, seguimos bastante os processos de UX. Temos os outros membros da equipe também, como eu, que sou Product Designer, e todos temos cargos bem definidos e delimitados.

No Brasil eu não tive muito contato com a área, essa é minha percepção baseado no que outras pessoas me falaram. Mas acho que essa é a maior diferença.

Interface final de produto desenvolvido por Daniel Hildebrandt

O que o MID te agregou de mais útil para todo esse processo que você vivenciou?

Na verdade, agrega até hoje. A comunidade é sensacional, e o incrível é que todo mundo é ativo na troca de conhecimento e informações.

Além disso, o jeito que o curso foi pensado é algo que para mim deu muito certo.

Os professores transmitem muito bem que amam sua profissão e querem ensinar outras pessoas para que elas também amem essa área.

As aulas são muito boas. Há muito projetos ao longo do curso e você consegue ir sentindo sua própria evolução através desses projetos. Acho que a exigência é muito boa também, porque somos treinados para detalhar o máximo nosso portfólio, o que é essencial em UX/UI Design.

Eu acho que o MID foi essencial para me ajudar na migração de área. Os professores explicavam muito bem a linha de pensamento que deveríamos seguir e o passo a passo dos projetos.

Para quem migrar para essa área, recomendo que faça o Bootcamp MID!

Definição do problema para projeto de Daniel Hildebrandt

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E o que você tem de dica para quem migrar de área? E quem quer ir para o Canadá?

Em termos de Canadá, o país é um dos mais abertos do mundo. Mas não tente vir para cá sem saber inglês – é fundamental que você consiga falar e entender muito bem, pois precisará apresentar projetos e se comunicar o tempo todo.

Fora isso, quanto mais você se prepara, mais fácil será. Se você fizer um portfólio legal – inclusive, saindo do MID já para ter algo muito bom – você já consegue aplicar para vagas aqui.

Se você tiver o inglês e seguir o passo a passo, não vejo por que você não conseguiria. Mas precisa ter paciência e muita dedicação, porque vai ter que se esforçar bastante em todos os aspectos.

Em termos de migração para Product Design, eu sou da opinião de que todo background agrega. Se você vem de Psicologia, de Administração, Programação, não importa, você vai conseguir trazer e aplicar algo da sua área antiga para o Product Design.

Interface final de projeto de Daniel Hildebrandt

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