Da Direção de Arte para Product Design — Entrevista com Victor Rosato

Nessa entrevista, Victor Rosato conta sua trajetória como Diretor de Arte, quando começou a se interessar por UX e Product Design e o momento em que resolveu migrar de fato.

Victor fala sobre a importância da mentoria da Aela e de como realizou projetos para seu portfólio que o levaram a conseguir uma vaga em Product Design no Itaú, em poucos meses de estudo.

Para começar, nos conte um pouco do seu background e por que decidiu mudar de área

Eu sempre tive essa veia para Design, tecnologia e visual. Tanto que com apenas 8 ou 9 anos, minha família me colocou em um curso de Web Design. Aprendi coisas simples, hoje ultrapassadas, mas que refletiram o meu interesse de me aprofundar nessa área.

Posteriormente realizei cursos de desenho e informática, mas acabei fazendo faculdade de Publicidade e Propaganda. Gostei muito do curso, pois auxilia na compreensão do mercado, de pessoas e no pensamento criativo. Trabalhei em agências de publicidade e acabei tendo contato com Web Design — para Blogs, templates e WordPress.

Na minha última experiência, eu era Diretor de Arte em uma agência bem grande. Mas com o tempo, meu cargo foi ficando híbrido entre direção de arte e interface. Foi quando eu percebi que essa era uma área que eu gostava muito e via oportunidade de crescimento.

Então, comecei a estudar e adquirir mais conhecimento sobre Product Design, interface e etc. Decidi fazer o Bootcamp Master Interface Design para conseguir migrar definitivamente para a área de UX/UI Design.

Como foi a experiência de procurar oportunidades de emprego na área de Product Design?

Foram duas etapas distintas. Primeiro, quando comecei a procurar por vagas nessa área antes do Bootcamp MID. O meu portfólio era mais voltado para conteúdos de Direção de arte.

Eu não tinha o entendimento ou a preocupação de explicar o processo de criação e detalhar o passo a passo. Meu portfólio era composto basicamente de imagens dos meus trabalhos de publicidade e de alguns sites que fiz.

Eu até participei de algumas entrevistas de empresas bem interessantes, porém o feedback era sempre o mesmo: eles gostavam de mim, mas precisavam de alguém mais focado em Product Design.

Esse retorno foi bom para direcionar meu portfólio e meus próximos passos. Com isso, decidi realizar o curso da Aela — Master Interface Design — o que me ajudou muito em questão de orientação para obter resultados positivos.

Então, na segunda etapa, mais direcionado e orientado pelos mentores da Aela, eu revisei meu portfólio e foquei mais em explicar os processos, utilizando o processo de storytelling. Estudei bastante e realizei os primeiros projetos do curso e já coloquei esse meu novo portfólio no ar. Apliquei para outras vagas e já obtive feedbacks melhores somente com esses passos iniciais.

Foi então que aconteceu algo muito interessante. Essa oportunidade que consegui no momento, como Visual e Product Designer no Itaú Unibanco, eu não cheguei a mandar meu portfólio. A própria empresa me contatou, por meio de um recrutador, e me explicou a vaga. Esse processo foi feito pelo LinkedIn, algo novo para mim, pois eu não tinha a visão que essa era uma rede social tão forte e voltada para o mercado de Design.

Dica de Leitura: LinkedIn para Designers – Dicas Para Melhorar Seu Perfil

Nessa segunda etapa você recebeu feedbacks diferentes ou comentários dizendo que você já estava pronto para esse mercado de UX?

Eu não recebi mais feedbacks “negativos” e confesso que fiquei surpreso por me sentir tão preparado nas entrevistas, principalmente para responder às perguntas que me faziam durante essas entrevistas.

Então, o primeiro feedback foi fundamental para alinhar meu portfólio aos requisitos da área, e começar a aplicar as orientações e dicas que obtive no Bootcamp, para ver no que ia dar. Essa mudança, trouxe uma melhora no meu networking  —  fiz mais contatos e recebo mais mensagens até hoje — e tive mais oportunidades de emprego.

UI para case study do aluno Victor Rosato - Wikipedia redesign

Como foi passar pelos processos seletivos?

Para mim foi surpreendentemente rápido. Entre o primeiro contato do recrutador comigo até eu falar com a empresa foram mais ou menos 5 dias; e até receber a proposta final foram mais 5 dias.

Na entrevista já conversei diretamente com as pessoas que seriam meus líderes. Eu não tive que falar com o pessoal do RH, o que achei algo incomum.

Como serão os projetos que você vai ficar envolvido no Itaú?

A empresa trabalha com um sistema bem diverso de produtos e tudo que é relacionado com o digital, eles cuidam internamente.

Por exemplos: aplicativo, site, ferramentas internas de acesso, máquinas de cartão, caixa eletrônicos e outros produtos. Eles querem uma visão mais estratégica da minha parte para apresentar projetos e defender ideias.

E o que você imagina para seu futuro profissional?

Para o futuro, desejo crescer mais como Product Design, me especializar em UX para entender mais sobre essa área. Por mais que eu tenha uma veia para o visual, acho interessante integrar as áreas.

Além disso, pretendo estudar mais inglês para conseguir experiências internacionais, tanto remotamente, como fora do Brasil.

Dica de Leitura: 7 Dicas para Você se Tornar um Designer Internacional

Quais dicas você daria para pessoas que desejam entrar na área de Product Design?

Meu conselho é que a pessoa deve se integrar com assuntos da área, participar de eventos, ler, conhecer pessoas, expor os trabalhos, usar o Linkedin. Além disso, montar um portfólio a partir das primeiras experiências e ir refinando depois.

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