Da Administração para TI, da TI para Product Design – Entrevista com Desiree

Nesta entrevista, conversamos com a Desiree Pereira, aluna do MID. Ela nos conta como foi sua migração de adminstração de empresas para Product Design.

Desiree é aluna do Bootcamp MID e nos conta como decidiu migrar de Administração de Empresas para Tecnologia e, por fim, para Product Design.

Como única Product Designer em sua primeira oportunidade, Desiree comenta sobre seus principais aprendizados e desafios ao migrar de carreira.

Além disso, ela dá dicas importantes sobre como manter o foco nos estudos e como se preparar para as entrevistas.

Confira esse bate-papo inspirador!

Desiree, pra começar, fala um pouco sobre você

Eu tenho 25 anos, sou formada em Administração de Empresas e migrei recentemente para UX Design. Atualmente sou Product Designer na Stone.

Por que você resolveu fazer a transição de Administração para Product Design?

Assim que eu me formei, senti falta de alguma coisa.

Eu vim de uma área de operações, onde as coisas eram muito certas e quadradas, sem muito espaço para inovação e experimentação.

Então, eu resolvi procurar alguma especialização. Eu já queria algo relacionado com tecnologia, e quando eu já estava numa posição de liderança, decidir fazer uma extensão universitária em Gestão de TI.

Um dos assuntos abordados no curso era justamente o Design e como ele está exercendo um papel fundamental nas squads e nas empresas como um todo.

Foi a partir disso que eu conheci esse mundo de UX e Product Design e me apaixonei.

Mas apesar disso, as noções em administração têm sido bem útil na minha profissão atual, principalmente por ser fundamental para o designer entender mais de business e de ter essa parte mais holística. Então, entender de negócios tem sido algo bem rico.

Dica de Leitura: Business Design – Por Que é Importante Saber Sobre Negócios?

Que interessante esse caminho! Mas só para dar uma noção para o pessoal que está assistindo, como é trabalhar com Design nesse mundo de TI?

A minha rotina na posição atual tem sido bem integrada. Uma das premissas da companhia é ter a integração com o gerente de produto, design e desenvolvimento.

Nesse sentido, tem sido uma experiência de construção de comunicação bem bacana!

Todo mundo deve estar na mesma página para que o desenvolvimento do produto seja realmente de todos.

Como foi seu processo de migração para Product Design?

Eu sempre falo que tive a sorte de poder contar com o material da Aela e do MID.

Antes de entrar no Bootcamp eu participei de alguns workshops gratuitos e pensei: "nossa, deve ser muito legal trabalhar com Product Design e ter essa visão de produto, criar algo para atender as necessidades do usuário."

Então, eu me identifiquei com a área logo de cara.

Como eu trabalhava numa área de operações e queria mudar para algo mais relacionado com tecnologia, eu acabei aceitando uma proposta para ser analista de suporte em outra empresa. Apesar de ter sido um downgrade de cargo e salário, pensei que era o momento perfeito para fazer essa mudança.

Se eu ficasse na empresa antiga, conforme o tempo fosse passando e eu fosse crescendo hierarquicamente, ficaria mais difícil fazer essa migração.

Dentro dessa empresa, trabalhando como analista de suporte, apareceu uma oportunidade para ser designer dentro da squad que eu estava.

Então a migração enfim aconteceu e foi bem legal. Nessa nova posição tive uma visão melhor sobre desenvolvimento de produto, conheci mais sobre as dores dos clientes e usuários. Acabou sendo um caminho bem fluido para essa posição.

Portfólio Desiree

Qual foi o seu maior aprendizado durante seu processo de migração para Product Design?

Eu acho que o principal foi ter conseguido chegar na definição do problema.

Quando você está em um lugar, como era o meu caso, onde não existiam designers atuando, você começa a olhar um monte de coisa e não entende direito o que precisa ser feito. Esse primeiro impacto me deixou um pouco perdida.

Mas com a ajuda do MID eu consegui estruturar melhor o processo, utilizar bem as metodologias e as ferramentas. Isso foi essencial para mim, entender que o product design é mais do que fazer protótipos e telas, mas que o trabalho envolve escutar e chegar na solução de forma mais orgânica.

Para citar uma dificuldade que tive, posso comentar que havia certa resistência pelo time de desenvolvimento, porque não havia a figura do product designer no time antes.

Então, você chegava com uma sugestão, ideia ou argumento, e às vezes você não convencia os desenvolvedores. Era bem difícil.

Essa situação me incentivou a aprender mais sobre HTML e CSS para conseguir conversar melhor com o time de desenvolvimento e ir criando essa sinergia e integração entre as equipes.

Teve essa dificuldade, mas o aprendizado foi muito bom.

Dica de Leitura: O Que é Empatia e Por Que é Importante Em UX Design?

Como você fez para manter o foco nos estudos?

Eu tive que parar e entender quais eram as minhas prioridades no momento. Na época, eu estava acompanhando conteúdos em diversos lugares: WhatsApp, Telegram, Medium; fazia listas enormes de livros, etc.

Então, eu tive entender aonde que eu precisava focar.

Como eu estava fazendo também uma especialização em design de interação, tinha ficado muito puxado para mim. Assim, coloquei o meu foco no MID, me propondo a acompanhar as aulas e estar mais presente, e na minha especialização.

Quando você está migrando é tudo muito novo e se você não toma cuidado começa a sentir o FOMO (fear of missing out), achando que se você não aprender tudo, você vai ficar para trás e não vai acompanhar o mercado.

Eu percebi e entendi que todo mundo passa por isso. E, na verdade, há bastante tempo para aprender tudo.

A minha organização foi basicamente parar e definir a minha rotina semanal, tendo dias exatos para o MID, para minha especialização e para outros assuntos.

Portfólio Desiree

Como foi o processo de entrevista para a sua vaga na Stone?

Essa vaga foi uma daquelas na cara de pau! Eu vi a oportunidade, mas pensei que não tinha chance de passar, estava na dúvida. No entanto, tomei coragem e resolvi me aplicar de qualquer jeito. E deu certo!

Nesse sentido, o MID foi importante para me dar mais confiança no processo e nas aplicações.

Pensei: "Não custa nada, vou tentar!"

Mas o mais interessante é que eu acabei não passando para aquela oportunidade, mas eles gostaram do meu perfil e do case que eu apresentei, e acabaram me direcionando para outra vaga, que é a que estou no momento.

Dica de Leitura: 11 Medos Que Te Impedem De Migrar Para UX Design

Você pode nos contar os seus aprendizados nesse processo seletivo?

Eu sei que vai depender muito da empresa e das pessoas que estão envolvidas, mas a dica que eu dou é para as pessoas ficarem tranquilas e mostrarem quem elas são.

Eu participei de outros processos nos quais fiquei muito nervosa e soube na hora que não havia mandado bem, porque não consegui me expressar direito e ser eu mesma.

Para essa vaga, fui muito de coração aberto e isso me ajudou bastante.

Outra dica é com relação ao case. Eu estava acostumada a apresentar direto no Notion, mas ele é bom para você se organizar. Na hora, é importante colocar num slide bonitinho, mais organizado, isso faz bastante diferença também.

Como que está sendo seu trabalho hoje?

A Stone é bem diferente da minha primeira oportunidade, onde eu era a única designer do time.

Hoje, meu maior aprendizado está sendo a questão dos processos e fluxos de trabalho.

Na empresa anterior, eu cuidava de tudo. De research, recrutamento, organização e etc.

Na Stone, uma empresa maior, existem mais pessoas evolvidas e há esse processo de adaptação também, de saber comunicar melhor e entender o papel de cada pessoa. Tem sido bem legal!

Como eu não vim do design gráfico, a parte de UI sempre tem sido meu calcanhar de aquiles. Nas mentorias eu sempre recebia feedbacks com relação a isso também.

Então, aqui, estou podendo exercer e estudar mais sobre isso e sinto que estou me desenvolvendo bastante.

Portfólio Desiree

No seu caso, como foi para se acostumar com o trabalho remoto?

Esse foi uma questão que fiquei bastante insegura e perguntei bastante na entrevista sobre isso, para entender como era a rotina e como funcionava.

Na verdade, a empresa já tinha essa cultura do trabalho remoto mesmo antes da pandemia. Eles estavam bastante acostumadas com esse modelo. Às vezes pessoas que estão no mesmo prédio acabam fazendo reunião por video conferência.

Eu, no começo, fiquei meio insegura, pensando que seria difícil me adaptar. Mas na verdade foi super tranquilo.

O time já trabalha visando essa adaptação, então hoje já me sinto em casa. A comunicação é bem aberta e tem várias ferramentas que ajudam a gente.

Dica de Leitura: Trabalho Remoto – Quais as Perspectivas Durante e Pós-Pandemia?

O que você pensa sobre o trabalho remoto? Você quer levar isso para a vida ou sente falta do escritório?

Eu sinto falta da troca com os colegas no dia a dia; das conversas na hora do almoço; de ter esse lado mais pessoal e informal. Mas trabalhar remoto expandiu muitos os meus horizontes.

Hoje passa pela minha cabeça poder ir viajar e continuar trabalhando, passar feriados na praia, ir para outros países quando tudo isso acabar.

O modelo remoto me permitiu entender que você não precisa estar fisicamente no escritório para fazer um bom trabalho.

Você tem mais flexibilidade e liberdade para trabalhar de outros lugares.

Portfólio Desiree

O que você diria para a Desiree do passado, que estava prestes a migrar para Product Design?

Eu acho que diria principalmente para ela ter calma porque as coisas vão dar certo no momento certo.

Tudo o que você vai passar será muito importante na construção e no seu sucesso profissional.

Diria também que está tudo bem errar, porque isso é também é um aprendizado!

Desiree, obrigado pelo seu tempo e muito sucesso!

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