Como Me Mantive Motivada Na Migração Para UX – Entrevista Com Iana Joaquina

Nesta entrevista, a aluna do Bootcamp MID, Iana nos conta sua trajetória na qual migrou da publicidade para UX Design! Confira e se inspire!

Iana é aluna do MID, formada em publicidade e nos conta como foi o seu processo de migração para UX Design.

No começo, ela confessa que achava que experiência do usuário envolvia apenas a criação de telas, mas com o tempo entendeu que UX era muito mais do que isso, e acabou se apaixonando pela área.

Além disso, Iana conta o que fazia para se entusiasmar quando se desmotivava com os estudos e processos seletivos. Hoje, ela atua como Product Designer remotamente para uma empresa em São Paulo.

Confira essa e outras dicas conhecendo a trajetória inspiradora de Iana.

Iana, obrigado pelo seu tempo! Para começar, conta um pouco sobre você.

Primeiramente, muito obrigada pelo convite! Eu me sinto muito honrada em estar aqui porque sempre assisti e gostei muito dessas entrevistas com os alunos.

Eu sou a Iana, tenho 25 anos e sou formada em publicidade. Trabalhei em campanhas offline e também com marketing digital.

No começo da pandemia, a empresa onde eu trabalhava adotou o modelo remoto e, com isso, eu vi a oportunidade de conhecer e estudar mais sobre UX Design, até para entender quais os caminhos que eu poderia seguir na área.

O que te atraiu inicialmente em UX Design?

Até acho engraçado porque quando comecei a ouvir falar sobre experiência do usuário e depois pesquisando cursos e artigos no Google, eu tinha na cabeça que UX estava relacionado somente à construção de telas.

Dessa forma, sempre achei que não havia muito segredo na área; e como eu vinha da direção de arte, pensei que UX era muito parecido com o que eu vinha fazendo até aquele momento. Cheguei a pensar, inclusive, que migrar para a área seria muito fácil.

Mas quando conversei com uma amiga que já trabalhava com UX, percebi que eu estava totalmente enganada. Ela abriu meus olhos dizendo que a visão que eu tinha sobre a área não condizia muito com a realidade.

Com a ajuda dessa amiga, eu fui entendendo um pouco mais sobre o que era UX e o que havia debaixo desse guarda-chuva.

Dica de Leitura: UX Design – O Que é e Como Atuar na Área?

Houve algo específico que te brilhou os olhos nesse primeiro momento?

Em um primeiro momento, eu vi que UX era uma área com bastante crescimento e, em termos de carreira, eu tinha muita vontade de me expandir profissionalmente.

Além disso, vi que as oportunidades em UX não eram apenas nacionais, mas havia muita vaga internacional; e eu planejo dar esse passo em algum momento da minha carreira.

Não vou mentir que outro aspecto que me chamou a atenção na área foram os salários!

Mas conforme eu fui conhecendo melhor, fui me atraindo e gostando cada vez mais da área.

Percebi que UX é uma área que possui processos, de fato. Ao contrário do que eu estava acostumada, onde surgia um briefing, eu fazia, apresentava para o cliente e acabou.

Em UX, existem vários processos importantes e que fazem bastante sentido para o desenvolvimento do projeto. Tudo está interligado e eu percebi que esse é o tipo de modelo que me atrai e com o qual me sinto confortável e confiante de trabalhar.

Estudo de Personas | Portfólio Iana Joaquina

A sua migração aconteceu durante a pandemia. Como você fez para manter o foco nesse momento bem complicado?

Boa pergunta!

Quando a pandemia chegou e mudamos para o modelo remoto, eu me vi com algumas horas livres no dia. Algo em torno de 2 a 3 horas.

Esse tempo, que antes eu gastava em transporte, se transformou em oportunidade para que eu pudesse estudar.

Dessa forma, eu me planejei muito bem. Pendurei na parede um cronograma de estudos e olhava para ele todos os dias.

De segunda à sexta eu trabalhava normalmente e, à noite, eu conseguia estudar de 2 a 3 horas. Eu não quis estudar até meia noite, por exemplo, porque eu queria ter meus momentos de descanso.

Esse período de 2 a 3 horas foi o suficiente para eu estudar e acompanhar as aulas do MID.

No sábado, eu geralmente estudava de forma mais leve, então eu lia um livro sobre UX, por exemplo.

E no resto do final de semana, eu descansava! Esse foi o planejamento que fiz durante esse período.

Dica de Leitura: O Que É o Bootcamp Master Interface Design – MID?

Você teve bastante consistência! Saberia dizer o que fez com que você conseguisse manter essa motivação?

Eu sei que no começo todo mundo fica muito entusiasmado com a área. Eu sempre ficava pesquisando diversas coisas para estudar e mergulhar de cabeça. Às vezes eu tentava dar um tempo para respirar um pouco!

Mas com o tempo, você vai perdendo o ritmo; vai ficando mais lento. Quando eu via que eu estava mais devagar e desmotivada — até por conta de negativas de processos seletivos — eu procurava me conectar com pessoas.

Nesse sentido, eu sempre procurava assistir as entrevistas com os alunos, falava com pessoas que conseguiram migrar para UX; e o próprio networking da comunidade de alunos da Aela me ajudava bastante a manter a motivação e o entusiasmo.

Além disso, eu entrava no LinkedIn e tentava estabelecer contato com as pessoas, tanto para fazer networking quanto para compartilhar e ouvir histórias e experiências.

Isso tudo me fazia voltar a ter o gás e a motivação para estudar e continuar com a rotina!

Estudo de soluções e wireframes | Portfólio Iana Joaquina

Ótima dica! Você comentou sobre vagas e negativas, como foi o seu processo por busca de oportunidades?

Eu acho que fui muito ansiosa quando comecei a aplicar para vagas de UX. Eu ainda estava estudando o nível 1 do MID e acredito que ainda não tinha muita maturidade para participar de processos.

No entanto, isso foi essencial para entender quais pontos eu poderia melhorar.

Ao mesmo tempo, eu sentia que a participação em processos acabava atrapalhando um pouco minha rotina de estudos, porque havia as entrevistas e, muitas vezes, um desafio para fazer, e isso exigia mais tempo.

Recebi muitas negativas e isso me deixou frustrada, mas ao mesmo tempo me fez entender quais eram os pontos que eu precisava melhorar.

Em alguns processos, eu pedia o feedback para o recrutador, perguntando onde eu poderia me aperfeiçoar.

Alguns desses feedbacks realmente eram relacionados à minha experiência. Então, eu não passava em certas vagas porque a empresa estava procurando profissionais mais experientes.

Outros recrutadores pontuavam questões específicas que eu poderia melhorar, como meu inglês, por exemplo. Com isso, eu fui me aprimorando pouco a pouco com esses feedbacks e conversas com as empresas e recrutadores.

Outra questão que eu achei bastante importante foi ter em mente que eu não queria entrar na primeira oportunidade que aparecesse.

Eu até havia passado num processo, antes dessa vaga que estou agora, mas não era exatamente o que eu estava procurando em termos de carreira e tipo de empresa, e acabei declinando.

O que eu fazia era investigar a empresa, se era um lugar no qual eu me sentiria à vontade e que estava em linha com meus objetivos. Foi dessa forma que eu fui procurando as vagas e participando dos processos.

Parabéns pela paciência durante esse processo! Avançando nos estudos com o MID, o que você diria que contribuiu para os seus processos seletivos?

Eu acredito que foram dois os pontos importantes para isso.

O primeiro foi realmente entender como me apresentar nas entrevistas. Conforme o tempo foi passando, eu me sentia muito mais segura em falar o que eu estava procurando e tudo o mais.

O segundo ponto foi aumentar meu conhecimento sobre os processos de UX, e isso só foi possível avançando nos estudos do MID.

Quando eu estava no nível 2, aprendi de forma mais ampla sobre processos e, dessa forma, tive mais clareza sobre como acontecia o Design Thinking, por exemplo.

Isso foi bem importante para os processos seletivos, porque os recrutadores percebiam que eu entendia sobre processos e não somente sobre o desenvolvimento em si.

Ter essa visão foi bem importante e esses foram os dois pontos que procurei amadurecer até conseguir passar no processo seletivo da empresa que estou atualmente.

Dica de Leitura: Como Aproveitar Meu Background e Migrar Para UX Design?

Você comentou que achava UX parecido com direção de arte, no começo. E agora, depois de um tempo, quais diferenças você encontra nessas duas áreas?

Com certeza, a grande diferença são os processos.

Toda a parte de kickoff com o cliente para entender e equilibrar os objetivos dele com os objetivos do usuário é muito importante.

Esse entendimento é bastante diferente da área que eu vim, e até mesmo o dia a dia, a rotina é bem diferente.

Como diretora de arte, eu vivia o dia todo mexendo em ferramentas sozinha, e hoje em dia não.

Hoje eu participo de diversas reuniões, seja com o usuário, com o cliente ou com alguém da equipe. Essa rotina de interações com as pessoas mudou muito da profissão que eu tinha antes e agora em UX Design.

Matriz CSD | Portfólio Iana Joaquina

Como está sendo trabalhar remoto?

Eu gosto bastante do trabalho remoto! Sou uma defensora desse modelo!

Acho, inclusive, que foi justamente o trabalho remoto que me ajudou a atingir os objetivos de expandir a minha carreira.

Eu moro em Salvador, mas trabalho para uma consultoria em São Paulo, que possui pessoas de diversos outros lugares também.

O trabalho remoto me permitiu ter essa flexibilidade; eu consigo estar perto da minha família e trabalhar de qualquer lugar.

A produtividade e as entregas não são impactadas, continuamos batendo as metas, por isso eu digo que sou super defensora do trabalho remoto!

Qual tem sido seu maior desafio, agora trabalhando em UX?

Acredito que o maior desafio seja a comunicação. Antes, eu até pensava que seria algo ferramental, mas isso a gente acaba aprendendo mais rápido.

A comunicação como desafio envolve a política que temos que fazer, trazendo equilíbrio e falando com clientes, desenvolvedores, usuários e todas as pessoas envolvidas; entender os pontos e criar as soluções.

Estabelecer essa comunicação eficiente é o maior desafio de todos.

Como estamos remotos, você não consegue simplesmente chegar na mesa das pessoas para conversar, então a gente sempre acaba tendo que marcar diversas reuniões.

Ferramentas e processos a gente vai aprender naturalmente, mas ter essa soft skill, de falar, se apresentar, apresentar a ideia, é o maior desafio que a gente tem.

Para finalizar, qual foi o seu maior aprendizado até o momento?

Vai parecer clichê porque eu sei que algumas pessoas já falaram isso aqui, mas meu maior aprendizado foi a paciência.

A gente falou um pouco sobre processos de design e eu acho que isso acontece com as pessoas também. Nós temos que entender o nosso próprio processo e não podemos pular etapas.

Precisamos respeitar o tempo de cada etapa antes de avançar para o próximo passo.

Se fizermos de maneira natural, respeitando esse processo, não tem erro!

Estudo de Benchmarking | Portfólio Iana Joaquina

Iana, muito obrigado e desejo muito sucesso na sua trajetória!

Se você gostou desse conteúdo não se esqueça de clicar em curtir e compartilhar! Esse pequeno gesto ajuda bastante no nosso trabalho! Fique à vontade para continuar navegando aqui e, caso queira receber nossos conteúdos por email, inscreva-se na nossa newsletter!

Gostou do nosso conteúdo?
Inscreva-se em nosso canal no YouTube e fique por dentro do mundo do UX
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

Cursos

Temos orgulho de ter todo mês novos alunos contratados em países como Brasil, Irlanda, Portugal, Áustria, Nova Zelândia e Canadá.
Faça parte da comunidade Aela no Telegram!
Receba nossos conteúdos e notícias em primeira mão