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Bússola De Carreira Em UX—Entrevista com Tiago Amorim
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Bússola De Carreira Em UX—Entrevista com Tiago Amorim

Nessa conversa com o Tiago, aluno do nosso Bootcamp MID, ele compartilha conosco algumas curiosidades da sua trajetória para migrar para UX, e como a comunidade da Aela contribuiu para conquistar sua primeira oportunidade e alavancar sua carreira.

Ao ouvir esses depoimentos fica claro o quanto é importante você seguir o que te faz bem, o que tem a ver com a sua jornada pessoal e suas habilidades únicas inerentes à sua personalidade.

Portanto, preste atenção nas atividades que te dão mais prazer para nortear seu caminho profissional. Se você está buscando informações de carreira, esse relato pode te ajudar com insights que você pode transformar em ações para evoluir em sua trajetória também.

Aproveite as nossas entrevistas com alunos para ouvir de quem já passou por isso, e continue estudando!

Então eu acho que estar inserido em comunidades te ajuda tanto nessa questão de contatos, como de algumas oportunidades. Tiago Amorim

Tiago, fala um pouco de você para o pessoal te conhecer melhor!

Eu sou do Rio de Janeiro, então venho de uma transição daquelas pessoas que estão fora da área de design. E eu me descobri designer ao longo dessa transição, então foi bacana também porque a minha formação mesmo é Administração.

Mas um pouquinho de tudo o que eu já fiz durante os trabalhos mais focados mais com administração, e também outras mudanças de carreira, tudo isso ajudou muito a me encaminhar para esse parte de UX design.

Apesar de vir de outra área, muitas coisas que eu atuava no meu dia a dia me ajudaram bastante, estou bastante animado para falar um pouco mais sobre isso também.

Eu estou há um ano na Aela, entrei em janeiro, que foi quando eu comecei a estudar mais. Foi meu primeiro contato mais formal com UX Design e atualmente estou atuando na Globalweb, focado no time da Caixa Econômica Federal como UX Designer mesmo.

Dica de leitura: Migrei Para UX Design Com o Apoio da Comunidade Aela — Entrevista Com Maria Luiza

E como está sendo para você, ter vindo de outra área, misturar isso tudo, e aplicar no seu dia a dia?

Fonte: Portfolio Tiago Amorim.

Foi muito gratificante. Após ter me formado, eu atuei durante alguns anos na área de Gestão de Qualidade, que tem muito esse foco de processos, de entender a causa raiz. E eu era de uma área de suporte, então também tinha essa questão de ser facilitador, eu sempre estava ajudando outras áreas a encontrarem a raiz dos seus problemas.

Então foi legal porque quando eu me deparei com UX Design, é o que a gente mais precisa realmente fazer. Não é simplesmente entregar a solução pronta. É ter esse passo de conseguir consolidar, ter um pensamento mais sistemático para tentar entender o que de fato está ocasionando de atrito nos nossos usuários.

Foi bem bacana poder trazer essa visão da administração, inclusive ver paralelos com algumas ferramentas que a gente utiliza no nosso dia a dia como UX Designer. Eu acho que isso facilitou muito o meu caminho, de ter mais maturidade nessa questão de entendimento de processos e facilitação.

Depois também tive a oportunidade de trabalhar como consultor de planejamento estratégico, e durante toda minha carreira eu sempre me coloquei numa posição de querer ajudar e entender o problema das pessoas, para aprender junto, e não simplesmente chegar tentando aplicar um conhecimento já consolidado.

E é isso que eu faço hoje, nas primeiras semanas, quando eu entro num projeto novo, eu tento realmente aprender um pouco mais sobre a visão de negócio, entender quais são as entraves que os novos projetos estão passando, para ver dentro meu ferramental, como eu posso ajudar, inclusive dentro da parte de processos.

Sua bagagem profissional nunca será desperdiçada!

Ter essa visão de gestão, de administração e de qualidade, me ajudou e continua a me ajudando bastante.

Acho que é um ponto interessante. A minha carreira não foi tão planejada a longo prazo, mas muito das coisas que eu fui fazendo foram se conectando, aquela coisa de conectar os pontos né e estar realmente aberto a oportunidades.

E o fato também de estar sempre estudando, para ver como seria a melhor forma de eu me adaptar ao longo desse caminho.

Numa das aulas, você mostrou um gráfico para mostrar a evolução da sua carreira, a minha é bem parecida com um serrote (risos), mas acho que, no final das contas, essas idas e vindas estavam fazendo sentido, estavam fluindo para o mesmo caminho.

Você tocou em ótimos pontos. Agora, por que você decidiu fazer essa mudança? Por que o UX, por que Product Design?

Fonte: Portfolio Tiago Amorim.

Foi como tudo na minha vida, foram consequências que não sei bem de onde surgiu, mas eu estava atento às oportunidades do universo. Parece uma coisa meio mística (risos), mas é a verdade.

Antes de fazer essa transição, eu estava empreendendo em um e-commerce. Foi onde eu realmente tive mais contato com a parte design, porque eu tanto adaptava a questão do layout como também fazia o produto físico.

Eu trabalhava com agendas focadas em planejamento. Então eu fazia toda parte de construção do produto e trabalhava muito com Design Thinking, tentando entender com o meu cliente o que.eu poderia adaptar e melhorar no produto para sempre entregar novidades.

Como é um mercado que no Brasil está um pouco saturado, eu investigava a melhor forma de fazer um produto que é muito clássico e foquei bastante no design.

Trabalhei como empreendedor durante seis anos e fui percebendo que de tanto ficar fazendo a mesma coisa repetidamente e de não ter mais aquela vontade de continuar aprendendo mais, não via mais sentido naquilo que eu estava fazendo.

E mesmo empreendendo a gente também sente isso, porque acaba se prendendo em pontos mais burocráticos do que a parte da criação, que era o que mais me atraía.

Aí comecei a perceber essa necessidade de realmente voltar para o mercado. Foi assim que, sem nem externar essa vontade ainda para os amigos, uma amiga me chamou para fazer uma entrevista, para trabalhar numa consultoria de inovação e passei pela primeira fase.

Era a construção de um case, e não era uma vaga de UX Design, eu nem sabia na época o que era UX, a vaga era para um gestor de vendas mais ou menos. Mas era algo que eu não me via fazendo, porque, particularmente, gosto muito dessa etapa de conseguir materializar soluções, de estar conversando com os clientes.

Dica de leitura: Experimentação: A Ciência na Prática do UX Design

O primeiro encontro com UX

Uma das coisas que essa agência de inovação fazia era a parte de UX Design. Então quando eu estava construindo o case deles, eu bati o olho e falei: “Nossa, é isso”.

Isso foi uma catarse, porque juntava justamente essa questão de produto, como também a parte de estratégia e de gestã. Algo que eu fazia e que gostava muito quando trabalhava como consultor de planejamento estratégico.

Então, para mim foi muito natural, porque era algo que eu buscava sem saber que existia ainda. E eu até brinco, foi uma forma de relembrar o Tiago da infância, porque eu sempre fui uma criança muito curiosa, sempre gostava de pesquisar. Um dos meus programas favoritos era o mundo de Beakman, eu adorava fazer vários experimentos e brincava de ser cientista.

Não é só discurso, tenho um microscópico que eu ganhei na quarta série do ensino fundamental, para eu me relembrar também dessa importância de manter o Tiago curioso. Aquele que gostava de estudar e ficar passando o dia e tarde só olhando o jardim e brincando de fazer experimentos sozinho.

Assim, acho que foi uma forma bem legal de me reconectar com essa visão mais analítica e cientista que eu tinha no passado.

O que você fez para aprimorar, para se jogar nessa área e entender melhor se valia a pena?

Fonte: Portfolio Tiago Amorim.

Eu acho que, como bom entusiasta a cientista, eu comecei a fazer minha pesquisa e foi nesse momento que entrei em outras comunidades também.

Foi uma pesquisa de vídeos e comunidades, para tentar entender as pessoas que estão inseridas, as pessoas que estão tentando se inserir nesse mercado, o que é necessário ou quais são as recomendações. Porque realmente era algo completamente novo pra mim.

Depois cheguei a fazer um curso gratuito, só pra tentar sentir e ver como é o dia a dia, se realmente seria esse caminho a seguir.

E aí depois que eu tive certeza que realmente era o que eu tinha imaginado, que fazia sentido as competências, e as pessoas que estão dentro desse mercado, eu vi que tenho como agregar. Não vai ser algo totalmente fora da curva. Não vou estar fazendo uma reviravolta na minha vida e vai ser um complemento da minha trajetória.

Foi aí que eu decidi realmente fazer o investimento na Aela. E aí também fiz uma baita pesquisa pra ver quais são os pontos favoráveis, tanto da Aela quanto de outros cursos também.

Botando na balança e fazendo a minha análise de concorrência, vi que a Aela tinha mais afinidade com aquilo que eu me identifico, com aquilo que eu também estava buscando nesse momento.

Dica de leitura: A Escola Bauhaus: Mais Que Um Estilo, Um Movimento

Você entrou no MID em janeiro do ano passado, ainda na turbulência da pandemia. O que você fez para garantir que a sua mente estava boa para estudar, para focar e não permitir que fatores externos te atrapalhassem?

No caso do meu negócio, foi um baque, caiu muito as vendas, então já tinha essa pressão. Além de que eu e minha esposa somos sócios nesse empreendimento, então toda a renda da família estava voltada para um empreendimento que não estava gerando estabilidade.

Foi um período bem complicado também nesse sentido. Por isso que eu acho que o primeiro passo é essa questão do planejamento financeiro.

Tanto que quando eu trabalhava como consultor e decidi me dedicar ao empreendedorismo foi um dos pontos que me deu mais tranquilidade. Eu já tinha uma renda para eu não ficar tão afoito e aflito, porque quando eu parei de trabalhar como consultor estratégico, eu não tinha nem validação do meu negócio ainda.

Então aquilo foi um tiro mais no escuro ainda do que quando eu fiz a transição para o UX Design. Mas aí eu já tinha essa aprendido essa lição, da importância de ter uma reserva de emergência e de ter pelo menos uma garantia. Porque infelizmente os boleto não pausam quando a gente está em transição né (risos).

Outro ponto foi essa questão também de entender como funciona o MID para encaixar no meu planejamento de estudos.

A princípio, o que eu tinha planejado era realmente ficar nesse primeiro ano, nesse primeiro período, sem ter preocupação de entrar no mercado ou tentar me candidatar, porque esse processo de seleção é algo que estressa muito.

Então como eu realmente estava tentando consolidar mais meus conhecimentos na parte de UX design, eu fiz um planejamento ficar pelo menos 1 ano mais dedicado aos estudos.

E aí, no próximo ano, seria quando eu de fato ia começar a me dedicar às vagas. Bem, planejamento é como se fosse uma trilha. Ele te dá uma direção mas não tem que ser um trilho que é engessado.

O planejamento me ajudou a realmente ter mais tranquilidade nos estudos, e eu acabei conseguindo uma oportunidade antes do previsto, o que pra mim foi muito feliz.

Organização é muito importante. Que dica você daria para uma pessoa que está começando, inclusive a como superar obstáculos pessoais e fatores externos e voltar para os “trilhos”?

Legal. Nesse período que eu fiquei estudando foi bem legal, porque eu recuperei muito a questão do hábito da leitura. Então foi algo que sempre me acompanhou e continuou me acompanhando. Acho que nunca li tanto livro como nesse período.

E nem foi algo que coloquei como meta, era realmente pela fato de estar sempre querendo aprender. E a parte de design me fascina. Por isso, quanto mais eu aprendo, mais eu vejo que caramba, tem muito para continuar aprendendo.

Uma coisa que eu fiz tanto para a leitura quanto também para estudo, era determinar blocos de tempo.

Então eu colocava que todo dia, a partir das 07h00, eu iria estudar 3 horas, isso depois que eu já tinha mais consolidado.

No começo, até para evitar essa questão da ansiedade, eu colocava metas bem menores. A questão do livro, por exemplo, deixava planejado ler três páginas por dia, porque eu estava ainda nessa questão de exercitar o meu músculo.

E aí depois, naturalmente, você vai pedindo mais páginas, então colocava um mínimo para eu conseguir ter essa satisfação de ver que eu estou avançando a leitura, mas sempre com um compromisso fixo de estar me dedicando naquele horário.

Pois quando você coloca esses blocos de horário fixos para você se dedicar, você cria essa questão do compromisso e segundo, porque se você não designar alguma coisa naquele tempo, outras coisas vão acabar assumindo o horário do que seria a sua prioridade.

Tem que partir da gente mesmo, colocar isso como um compromisso fixo.

Fonte: Portfolio Tiago Amorim.

Você deu uma aula resumida aqui, de criação de hábito. E de fato, isso faz toda diferença! Você comentou que teve mais de uma oportunidade durante a migração, me conta um pouco sobre isso, o que aconteceu?

Então, nesse período, uma coisa que me ajudou muito foi a comunidade da Aela. E que você até comentou, que eu sempre estou presente na comunidade, e gosto realmente de estar “dando o meu centavo” ali né, de estar devolvendo para a comunidade tudo que ela já me deu. Tem muita coisa bacana, de incentivos e pessoas que eu admiro bastante, que eu conheci na comunidade da Aela.

E além disso, uma coisa que facilitou meu caminho foi a questão de trabalhos voluntários. Ano passado também entrei numa ONG que era para já ter um primeiro case, prático e real, e ver também, como que é no dia a dia, trabalhar com outros desenvolvedores. Tem muitas ONGs que, apesar de serem pequenas, tem uma estrutura muito legal.

Eu tive a sorte de entrar numa ONG que se chama Artesol, inclusive quem fez a minha entrevista para entrar na Artesol foi uma aluna da Aela. E também participei de outros desafios, o Vagas UX teve um campeonato para ajudar outras ONGs e o grupo que eu fazia parte foi um dos vencedores.

Então eu acho que estar inserido em comunidades te ajuda tanto nessa questão de contatos, como de algumas oportunidades, seja para uma empresa, ou para ONGs.

Porque hoje tem essa concorrência, para entrar numa ONG que tem uma boa estrutura, você tem que ter algum preparo também, como também nesse sentido de participar desses desafios, coisas que me ajudaram bastante.

Participei de pelo menos uns três desafios desses espalhados pela internet. Vale a pena sempre pesquisar para a gente conseguir ganhar mais “calos” na profissão.

E foi participando desses desafios que acho que ajudou tanto a consolidar mais os conhecimentos adquiridos na Aela, como também a adquirir desenvoltura para apresentar pesquisas aos stakeholders.

A primeira oportunidade que eu tive foi, inclusive, postado na comunidade da Aela, onde eu entrei como UX Designer na CoBlue.

É uma startup então foi muito legal porque eu tive a oportunidade de pegar de ponta a ponta. Startups são um ambiente bastante dinâmico e foi onde eu pude ter um crescimento exponencial. Era o contato direto com o PM (Product Manager) até fazer a entrega para o desenvolvedor. Ter um ambiente com esse favorecimento da experimentação foi muito legal. Ter essa abertura, essa flexibilidade.

Eu fiquei seis meses nessa startup, mas o crescimento e a consolidação desse conhecimento, para mim ,parece que foi muito mais tempo. É muito legal essa sensação de ver que os resultados que a gente conseguiu nesse pouco tempo continuarão reverberando por muito tempo ainda. Então foram apenas 6 meses mas foi bastante intenso.

Parabéns por todo seu sucesso. E como você foi parar nessa vaga que você está agora, um dos maiores bancos do Brasil?

Fonte: Portfolio Tiago Amorim.

Então você vai gostar de ouvir mais uma vez que foi graças a comunidade da Aela, mais uma vez (risos). Eu acho que por isso que é importante a gente realmente estar ativo e procurando fazer laços, não só por conta de conexões, né?

Mas eu sempre me coloquei nessa posição, de tentar aprender com as outras pessoas da Aela e tentar também com o pouco que eu tenho de vivência e ajudar de forma genuína, porque as pessoas percebem.

Então não adianta a gente lá com uma comunidade de 1000 pessoas, se você não consegue, não está ali absorvendo conhecimento. Isso não está também distribuindo. Eu acho que, naturalmente as pessoas vão te reconhecendo.

Na CoBlue eu entrei como UX Júnior. Eu sempre tive essa preocupação também de fazer as minhas entregas, mas também pensar de como eu posso ajudar a deixar de forma mais sistemática os processos de design.

Acho que essa minha visão de processos de administração e gestão ajudou. Então, eu fazia um papel que era sempre além daquela entrega que eu era destinado a fazer. Terminava as entregas mas pensava também como que eu posso ajudar a consolidar uma atividade de design aqui?

Eu acho que esse reconhecimento me ajudou muito também na hora da Raema me indicar para Globalweb.

Acho que por conta de toda esse meu histórico, de ter experiências mais consolidadas, e de me posicionar, também com humildade e reconhecendo realmente os pontos em que você pode ou não falar, mas também trazendo além do que seria o básico para ser feito.

Então, eu sempre tive essa preocupação. Acho que isso ajudou a ela me indicar, onde eu passei nas entrevistas. Foi um processo bem tranquilo e bem natural também. Eu acho que tudo isso me ajudou.

Tenho certeza que seus colegas de comunidade vão adorar saber disso e vão pegar várias dicas aqui. E você tem alguma dica sobre entrevistas? O que você aprendeu com a sua experiência?

Fonte: Portfolio Tiago Amorim.

Pô, bem legal, até me lembrei de um ponto. Como eu vim da administração, acho que no começo eu fiz algumas entrevistas onde eu me colocava muito mais no chapéu de alguém de gestão que está fazendo UX do que realmente me colocar no papel de UX designer que sabe gestão.

Isso pode parecer pouca coisa, mas muda muito na nossa cabeça.

Na primeira entrevista que eu fiz e que eu não passei, mas cheguei até o final do processo, no final da entrevista a recrutadora, que era da área de produtos, me falou: “acho que de repente você ficaria muito melhor como Product Manager.

Aí bateu aquela crise existencial. Será que eu devo ser um PM então? Fiquei sem saber para onde seguir, mas aí eu pesquisei mais sobre essa área e foi interessante que eu realmente tive mais certeza do caminho que eu quero seguir, que é realmente UX Design.

Por isso que conhecer seus pontos forte e realmente saber utilizar eles, e fazer essa mudança de chave de realmente vestir o seu chapéuzinho de UX Designer é muito importante.

A gente comentou ontem ainda, a forma como a gente se coloca e se posiciona acaba realmente interferindo como as pessoas enxergam a gente. Então, depois dessa entrevista e depois de pesquisar um pouco, eu comecei a me colocar muito mais no papel de UX Designer.

E aí a percepção das outras pessoas já foi diferenciada, né? Na primeira entrevista que eu tive na CoBlue, era pra apresentação de um case. Ao invés de fazer o case em alguma outra ferramenta, eu fiz no Figma, usando também os componentes visuais da própria empresa.

Então são pequenos detalhes assim que ajudam a gente a se destacar e sempre pensar: “como eu posso diferenciar dos outros candidatos?

E isso são coisas que eu faço naturalmente também no meu Medium. Eu sempre procuro escrever textos que são coisas que a própria Aela incentiva a gente a fazer na hora de montar o case. Então, eu sempre tento compartilhar esses ensinamentos e aprendizados no Medium.

São outras formas que a gente tem também de mostrar como está sendo a nossa evolução, tanto para o mercado como para outros amigos. E, mais uma vez, acho que, apesar de ser uma estratégia de como você ser visto no LinkedIn, acaba sendo uma forma genuína também de a gente entregar aquilo que a gente aprende para a comunidade.

Eu acho que, quando você faz isso naturalmente, e parte de você, faz que não se torne uma tarefa a mais.

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Mais uma vez você tocou em pontos maravilhosos. A gente tem que se fazer ser visto, mas da forma correta, sem falar o que não sabe, coisa que eu já vi muito.

Até um ponto que o meu mestre de capoeira fala com a gente (risos), que é justamente nesse sentido da gente encontrar a nossa verdade também. A gente não pode ser subserviente. A gente confunde humildade com esse sentido de subserviência.

Não precisa se colocar no papel abaixo do que você é. Quando eu comecei a fazer minhas entrevistas, eu acho que era nesse sentido. Eu destacava muito mais o meu skill de gestão, porque eu não acreditava muito em mim. Eu me colocava muito mais abaixo.

Com a evolução dos estudos, dos conteúdos eu fui percebendo que eu tinha um nível bom. Eu tinha que ter a humildade também de saber reconhecer que eu era melhor do que aquilo que estava me julgando.

A humildade que eu prego é muito nesse sentido, reconhecer que eu tenho muitas falhas, e muito o que aprender ainda, e isso é bom, mas também não posso deixar de destacar os pontos favoráveis que eu tenho.

Perfeito. Acho que é muito por isso que você teve sucesso bem rápido também. E conta um pouco pra gente, quais são seus planos de carreira?

Fonte: Portfolio Tiago Amorim.

Acho que vou seguir com a estratégia que eu adotei nos últimos anos, que é não fazer planos concretos (risos). Mas eu vejo até como você falou, eu tive um crescimento rápido e não quero manter o ritmo muito acelerado.

Acho que tem que respeitar o momento de maturidade. É uma dica que você me deu quando eu estava perguntando justamente sobre os próximos passos a seguir, o que eu poderia fazer e eu apliquei isso na CoBlue também.

É de perceber também quais são as necessidades da empresa que eu estou hoje, se aquilo que a empresa tem de necessidade é algo que eu me vejo muito fazendo no futuro e a partir disso, procurar me especializar.

Acho que para mim seria natural percorrer o caminho para estratégia, UX Strategy, é algo que eu tenho mais para longo prazo.

Mas nesse primeiro momento eu quero realmente continuar me consolidado e aproveitar que já cheguei numa posição que no meu planejamento eu demoraria mais tempo realmente para alcançar, mas é aproveitar esse momento, continuar estudando.

Tem muitas, muitas áreas específicas de design em que eu quero me aprofundar.

Quando eu estava fazendo processo seletivo para a CoBlue, teve um amigo que me chamou para fazer um processo seletivo. E aí seria basicamente voltar para o que eu fazia como consultor de planejamento estratégico. Só que dentro de uma empresa.

E naquela pressão de empreendedor, de ver o mercado como estava instável. Eu pensei: “acho que não vou poder recusar essa oportunidade.” Era ainda uma oportunidade financeiramente muito melhor do que a da CoBlue.

Fiquei muito em dúvida e já estava quase assinando minha documentação na outra empresa quando a CoBlue me chamou.

Dúvidas durante a transição de carreira

Mas foi legal, porque essa indecisão demorou poucas horas, porque para mim não fazia sentido não seguir por esse caminho de UX Design.

Quando eu recebi a proposta da Globalweb fiquei muito feliz de ver que realmente estou no caminho certo.

Quando eu saí da consultoria para entrar no empreendedorismo, foi um tiro mais a cega eu segui um pouco da minha intuição, mas eu também já tinha uma visão do que aquilo poderia gerar na minha vida a longo prazo, porque empreender é algo que desenvolve muito.

Empreendendo eu aprendi marketing digital, design, e atendimento ao cliente. Se eu ficasse na consultoria, eu não teria essa gama de aprendizado que eu tive.

E eu não teria outro momento para ter essa aprendizado. Hoje em dia estou casado e não tem como fazer um tiro totalmente às cegas. Então acho que a intuição é boa quando você sabe também que ela tem um fundamento. É sentir, perceber, mas também ver se isso daí está fazendo coerência com a sua história.

Última pergunta pra gente encerrar. Se você tivesse uma máquina do tempo, o que você falaria para o Tiago do passado?

Uma coisa meio filosófica, mas acho que eu falaria: “Viva, se joga na ilusão. Que todos esses pontos vão ser importantes para chegar a quem você quer ser no seu futuro.”

Tiago, muito obrigado, pelo seu tempo. Foram dicas maravilhosas. Tenha uma estrada maravilhosa pela frente!

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