Entrevistas
Como Fui Contratado Em UX Design? — Entrevista com alunos do MID
Lista de conteúdos
Entrevistas

Como Fui Contratado Em UX Design? — Entrevista com alunos do MID

Nesse bate-papo, os alunos contam um pouco sobre seus backgrounds, os motivos que os fizeram migrar de área e falam sobre o processo de mudança para UX/UI.

Além disso, eles também compartilham dicas para quem quer se tornar UX/UI Designer, mas não vem de uma área relacionada a Design.

Confira essa conversa cheia de insights com nossos alunos do Bootcamp Master Interface Design (MID).

Para começarmos esse meetup, vou pedir que vocês falem um pouco sobre si, de maneira resumida

Daniel: Eu trabalhei como Motion Designer por uns dez anos. Ao longo desse período passei por alguns lugares interessantes até que, em 2016, eu decidi que queria migrar para UX. Nessa época eu comecei o curso MID e depois de um tempo acabei me mudando para Toronto, Canadá, onde estou até hoje, trabalhando como UX/UI Designer.

Diogo: Trabalhei com publicidade de 2007 a 2018. No final de 2017, eu também entrei para o MID, provavelmente na mesma turma que o Daniel. Com pouco tempo de curso, em meados de 2018, consegui entrar na área de UX. Agora, trabalho como UX Designer na Indra com a Luka, também aluna do MID.

Luka: Eu também trabalhei com publicidade por bastante tempo, desde de 2009. Em meados de 2017 eu cansei — vi que a cultura não batia muito com o que eu acreditava e saí. Comecei a trabalhar como Designer em uma consultoria estratégica, onde aprendi muito sobre Design Thinking. Inclusive, foi isso que acabou me levando a descobrir o UX/UI Design. Eu me apaixonei pela área, entrei no MID e aqui estou, trabalhando como UX Designer com o Diogo na Indra.

Projeto desenvolvido por Luka Vasconcelos

Victor: Eu também venho da Direção de Arte, como o Diogo e a Luka. Trabalhei por volta de 8 anos na área, sempre passando por agência. Na minha última experiência, eu acabei conseguindo migrar de área lá dentro e comecei a trabalhar mais com interface. Também comecei o MID no final de 2017, talvez junto o pessoal, e alguns meses depois, em julho de 2018, comecei a trabalhar no Itaú como Product Designer.

Joyce: Sou formada em publicidade e tenho um background em Direção de Arte. Trabalhei por 8 anos nessa área até que acabei ficando descontente com a publicidade, sentindo uma falta de propósito. Foi quando eu encontrei o UX Design. Pouco tempo depois, encontrei a Aela e o Master Interface Design (MID) e comecei minha jornada.

Por que vocês decidiram migrar para o UX/UI Design? Qual foi a motivação?

Victor: Acho que são vários motivos. Na época em que me formei em publicidade, a gente não tinha uma formação voltada para esse lado. Fui para essa área porque gostava de desenhar e fazer histórias. Você acaba entrando naquele mundo e querendo ser Diretor de Arte e vai seguindo nessa área.

Porém, com o passar do tempo, você percebe que existe uma outra área criativa que está crescendo, ao contrário da publicidade, que está perdendo muito desse lado. A publicidade, atualmente, não resolve os problemas de ninguém, não ajuda ninguém, tem o simples propósito de venda.

A cultura das agências é bem peculiar também, de trabalhar bastante e virar a noite, e eu acabei cansando disso. Fui vendo essa outra área criativa crescendo (UX Design), área na qual eu poderia criar algo importante, que impactasse, e até então posso dizer que essa escolha tem sido muito bacana.

Arquitetura da Informação para projeto desenvolvido por Victor Rosato

Luka: Falando dessa parte de cultura de agência, eu lembro que um ex-Diretor de Criação falou para a nossa equipe que trabalhar muito e sem descanso fazia a parte do game. Foi aí que eu percebi que, realmente, isso faz parte do jogo e que eu não queria jogar.

Eu pensei em migrar quando estava na consultoria. Eu trabalhava com Design e utilizava muito Design Thinking. Com o tempo, fui vendo como a metodologia é aplicada em UX Design.

Essa solução de problemas, de você conseguir equilibrar o que é melhor para o cliente e o que é melhor para o usuário; era esse o desafio que eu procurava em publicidade e acabei não achando e encontrei na área de UX e produto.

Joyce: Durante os meus anos em publicidade, experimentei de tudo um pouco: comecei fazendo powerpoint, trabalhei com eventos, advertising e muito mais. Depois de experimentar de tudo, acabei cansando. 

Eu percebi que eu queria um pouco mais de propósito no que eu estava fazendo. Principalmente na área de advertising, eu vejo que é uma guerra em que você tenta forçar soluções para problemas que não existem ou não serão solucionados. Comecei a ficar bem decepcionada nesse sentido, então passei a procurar alternativas e encontrei o UX/UI Design e o MID.

Desenvolvimento de projeto da Joyce Almazan

Diogo: Acho que é mais ou menos o que já falaram. Essa parte do glamour da propaganda é muito legal, quando você consegue colocar sua arte num outdoor ou comercial. Porém, se consigo gerar algum valor com esse tipo de ação, é algo forçado, que não agrega nada e não impacta a vida de ninguém.

Na empresa onde eu trabalhei, comecei a ter mais contato com o pessoal de UX Design. Comecei a conhecer mais da área e gostar bastante.

Vi um caso de um caminhoneiro que chegou mais cedo em casa por causa de um aplicativo e isso mexeu comigo, porque o glamour da publicidade já não me entregava mais nada, era só fazer campanha.

Depois de ver essa história, eu vi que com o meu trabalho atual, posso agregar valor a alguém. Por mais que seja uma venda, é uma venda consciente, agradável e que proporciona uma boa experiência. Isso é algo que agrega muito valor para mim e me chamou muito a atenção. 

Interface final criada por Diogo Alvarez

Daniel: Já durante o meu TCC, eu senti uma lacuna em relação à compreensão dos processos do projeto. Eu não tive isso no meu background e acho que fez bastante falta. Também sempre gostei muito da parte de business e, sem dúvida, o UX/UI Design é muito ligado ao objetivo e negócios da empresa, então sempre foi uma área que me interessou muito, acho que esse é o ponto para mim.

Nas últimas empresas em que trabalhei, tinha um pouco de aplicar Design Thinking, mas eu achava que não era suficiente. Eu queria participar mais do processo e ver como o usuário respondia ao que lhe era entregue. Por isso decidi migrar para UX Design.

Dica de Leitura: Design – Estou Na Profissão Errada?

No processo de migração, vocês deixaram tudo o que faziam para trás ou trouxeram seus aprendizados das áreas anteriores para o UX?

Diogo: No meu caso, acabo usando a bagagem que tinha do Design, principalmente em termos de conceitos, e aplicando normalmente nos projetos de UI. Em termos de aplicativos, não tenho mais o Photoshop, Illustrator e InDesign instalados no meu computador, acabo usando mais o Sketch. 

Daniel: Sempre trabalhei com Motion, mas sou Designer por formação e isso com certeza me ajuda muito na hora de procurar por empregos. Vejo que quem tem bagagem ou background na área acaba tendo bastante facilidade para entrar no mercado de UX/UI Design.

Continuo usando o Motion Design e consigo aplicar também em meus projetos. Acho que isso é um diferencial que ajuda a me destacar dos demais no mercado, mas ainda acho que pessoas de outras áreas podem ter muita facilidade nesse processo de migração para UX.

Elaboração de personas para projeto de Daniel Hildebrandt

Luka: Acho que para quem vem do Design Gráfico e da Publicidade, aquela questão da criatividade pela criatividade, ou seja, criar algo sem pensar no porquê e em como aquilo ajuda as pessoas, acaba ajudando muito na hora de repensar processos. 

Como exercitei muito meu lado criativo em trabalhos anteriores, na hora de fazer um processo tento encontrar uma solução diferente e mais interessante. Então, acho que conseguimos trazer para o UX/UI Design um pouco dessa criatividade e exercício de se libertar e olhar as coisas por ângulos diferentes para encontrar uma saída melhor.

Processo de um projeto de Luka Vasconcelos

Victor: Em publicidade, a gente se torna muito dono de nossas ideias e produtos. Acho que quando a gente passa para um ambiente de UX/UI Design ou Product Designer, ainda mantemos bastante disso.

Percebo que pessoas que vêm de outras áreas não têm muito disso, mas quem vem da publicidade luta por suas ideias com bastante força.

Joyce: Acho que as pessoas que vêm do Design tem algumas vantagens em relação às metodologias, como Agile, Design Thinking e Sprint. Acho que se você conhece essas metodologias, você já consegue sair mais para a frente.

Elaboração de paleta de cores e tipografia para projeto de Joyce Almazan

Vocês diriam que o inglês é essencial para trabalhar em UX Design?

Daniel: Acho que é essencial. Aqui no Canadá não adianta, se não souber, não tem o que fazer. Mas eles não se preocupam com sotaque, o que importa é saber se comunicar e se posicionar.

É claro que pode ter uma coisa ou outra que você não entende e precisa pedir para te explicarem, mas nunca tive um problema com isso. Não tem outro jeito, o inglês é essencial em UX.

Victor: Acho que o inglês é extremamente importante, querendo ou não, no dia a dia usamos ferramentas e lemos artigos em inglês. Já fiz algumas entrevistas no idioma, mas atualmente estou um pouco enferrujado. No momento, estou tentando voltar a praticar todos os dias para recuperar.

Interface final desenvolvida por Victor Rosato

Joyce: Hoje, o inglês já não é mais um diferencial, é essencial. Tem muito material bom para estudo e para empregos, a tendência é que mesmo que a empresa seja brasileira, ela queira se tornar global.

Se você não consegue falar inglês, acho que acaba perdendo grandes oportunidades. Se você visa uma carreira internacional ou em uma grande empresa, é completamente necessário ter e continuar se aprimorando.

Dica de Leitura: 7 Dicas para Você se Tornar um Designer Internacional

Quais dicas vocês dariam para quem quer migrar para UX Design, mas não vem de um background de Design?

Victor: Acho que independentemente da área para qual a pessoa for, muito provavelmente ela conseguirá agregar algo do seu background a essa nova área. É muito possível migrar para UX/UI vindo de outra área.

Diogo: Eu acho que essa parte de virar UX Design é mais um mindset que você muda. A maioria de nós vem de Design, então talvez tenhamos facilidade em UI Design. Alguém que vem de psicologia, por exemplo, pode ter mais facilidade em UX Design.

Para mim, foi algo que aconteceu inesperadamente. Eu fui fazendo as entrevistas e entendendo, aos poucos, o que os recrutadores queriam e fui arrumando o meu portfólio. Quando eu vi que já havia feito muitas entrevistas e ouvido bastante.

O processo de migração para uma área desconhecida, ou apenas diferente, pode ser um pouco assustador. Por isso, é importante que você tenha certeza de sua decisão, procure se qualificar da melhor maneira possível e tenha uma comunidade para te apoiar nesse processo.

Quais foram os erros e acertos pelos quais vocês passaram na hora de conquistar uma oportunidade em UX/UI Design?

Victor: A partir do momento em que comecei o Master Interface Design (MID), dei um gás e estudei com muita força de vontade. Pegando as dicas de vocês, comecei a trabalhar bastante meu LinkedIn, a postar pensamentos e artigos, e chegou um momento em que alguns recrutadores passaram a me abordar – foi uma experiência inédita

Em uma ocasião, eu havia acabado de compartilhar meu portfólio atualizado e um recrutador terceirizado veio falar comigo. Fui descobrir qual era a empresa que estava contratando só um dia antes da entrevista.

Não fiz nenhum teste. Na entrevista, abriram meu portfólio e fizeram algumas perguntas pontuais e de processo de Design. Uma semana depois, recebi uma resposta positiva e até entrar se passaram mais uns 10 dias, foi bem rápido.

Acho que a dica é essa. Trabalhar o seu LinkedIn, ir postando e mostrando o seu trabalho, isso é muito importante, principalmente no começo. Por mais que ele não seja incrível, você mostra que está se dedicando e procurando melhorar. Além disso, serve para você mesmo avaliar sua evolução com o passar do tempo.

Personas criadas por Victor Rosato

Daniel: Quando eu comecei a aplicar, os processos foram um pouco diferentes. Tive entrevistas por telefone, presenciais, com RH, com gestor, dinâmicas, enfim. Até pegar o jeito, a verdade é que esse primeiro momento é difícil. Porém, depois de um tempo, você começa a ir entendendo o que fazer e usando várias dicas, como as da Aela, até que eventualmente chega na etapa final e recebe um sim.

Fiz alguns testes envolvendo desenho de aplicativos e, uma vez, tive que fazer uma apresentação para diretores de uma empresa. É comum ficar nervoso, mas o que importa é fazer o passo a passo certinho.

Detalhamento de portfólio de Daniel Hildebrandt

Luka: Logo quando eu resolvi começar a aplicar, depois de começar o MID e sair do meu emprego, cheguei em um momento em que consegui mudar toda a estrutura do meu portfólio, mas eu ainda não tinha trabalhos que mostrassem meus processos em UX/UI Design.

Passei por alguns processos até conseguir uma posição. Por mais que você possua o mindset, se não tem um trabalho na área, um projeto de aplicativo ou sistema, os recrutadores percebem que você não está preparado. Depois que melhorei meu portfólio, as coisas ficaram mais fáceis.

Uma dica é tentar ficar calmo durante as entrevistas. No começo, eu ficava muito nervosa e isso me atrapalhava muito. Depois de ouvir vários nãos, você acaba relaxando e as coisas vão fluindo melhor.

Wireframes criados por Luka Vasconcelos

Joyce: Eu comecei a estudar no MID em dezembro de 2017, mas coloquei a meta de que começaria a procurar vagas em UX/UI Design a partir de agosto de 2018. Eu fiz o meu melhor e corri o máximo que pude para concluir os módulos.

De repente, vi que havia uma vaga de UX Design em uma empresa onde eu já havia trabalhado, como Diretora de Arte, e queria voltar. Corri, fiz um portfólio da noite para o dia, com o módulo 1 e 2 do MID, e mandei. Deu certo, fui chamada para uma entrevista e acabei conquistando a posição.  Com apenas um pouco de estudo, estava claro que eu tinha o conhecimento necessário e estava apta a desempenhar a função.

Ao contrário do portfólio do Diretor de Arte, em UX você precisa contar tudo o que fez até chegar ao produto final. O ponto mais importante é você conseguir construir todo um raciocínio em cima dos projetos que apresenta. O storytelling é muito importante em UX/UI Design. Você precisa contar a história, explicar os fatos, mostrar os dados e conseguir transmitir isso nas entrevistas.

Elaboração de persona, por Joyce Almazan

Dica de Leitura: LinkedIn para Designers – Dicas Para Melhorar Seu Perfil

Vocês acham que o processo seletivo fica mais fácil se alguém faz uma indicação? A comunidade da Aela ajudou nessa questão de alguma forma?

Diogo: Acho que ajuda sim, mas você precisa conhecer quem está indicando, caso não seja alguém do seu círculo. Quando eu sabia das oportunidades em UX/UI Design, avisava os mentores do curso e eles me indicavam algumas pessoas. Depois, eu conversava com elas até definir quem era a pessoa que eu achava mais adequada.

Como eu conheço os mentores do Master Interface Design (MID), conheço a metodologia e a vontade dos alunos. Acho que não tem coisa melhor do que fazer nossa comunidade girar. A comunidade Aela é muito forte e acho que unidos vamos mais longe. Acredito muito no método de estudo do MID, nos mentores e e em nós, então sempre que eu precisar, vou correr para cá.

Eu recomendei muitas pessoas da Aela para posições em empresas onde trabalhei e a maioria delas conseguiu a vaga

Luka: Eu acredito muito que indicação ajuda a conseguir vagas. Construir um networking dá um boost gigante, tanto que consegui a posição na qual estou por indicação do Diogo. Todos os processos em que eu estava participando congelaram ou cancelaram, então ele me chamou para a Indra e eu consegui a vaga de UX/UI Design.

Acho que só de ter sido indicada, o recrutador olhou o meu portfólio com outros olhos e a gente acabou se dando bem quando nos conhecemos também. Acho que facilita muito, sim.

Contem para a gente um pouco sobre o seus primeiros dias como UX/UI Designer?

Diogo: Meu notebook demorou um pouco para chegar, então acabei desenvolvendo praticamente um sistema inteiro na base do papel e caneta.

O primeiro dia é mais assustador, mas no segundo já vai acalmando mais, você vai entrando mais no eixo. Porém, acho que eu tinha uma base boa, estava bem preparado quando comecei, então chegou a ser mais ansiedade de primeiro dia mesmo.

Joyce: O primeiro dia é realmente mais assustador, mas como eu estava retornando para um lugar onde já havia trabalhado, acabou sendo gostoso também. Eu comecei bem tranquila, com algumas alterações de um wireframe já de pronto.

O que me deixou mais nervosa foi entender os processos porque cada lugar tem sua maneira, e o software. Eu tenho um PC em casa, então nunca tive oportunidade de testar o Sketch e aqui é tudo na base dele. Tive algumas dificuldade, mas recebi muita ajuda e suporte, o que deixou a experiência mais tranquila.

Elaboração de persona e jornada feitas pela Joyce Almazan

Luka: Meu notebook também atrasou cerca de 45 dias. Cheguei numa época de inception, então participei de vários workshops que exigiam apenas papel e caneta, o que acabou me ajudando bastante a entender os processos e como tudo funcionava.

Eu não fiquei tão nervosa quando eu comecei porque tinha alguns colegas do MID lá, o Diogo e o Gabriel. Então eles conheciam exatamente a situação em que eu estava (migrando de área e começando um emprego novo) e me recepcionaram muito bem.

Wireframes de projeto de Daniel Hildebrandt

Daniel: Também tive um período de adaptação em que tive que estudar e ler bastante para entender mais sobre os processos e clientes. Isso, acho, foi a coisa mais assustadora para mim — começar a entender todas as novas nomenclaturas e siglas e entender como o processo de trabalho funcionava

Mas fui muito bem guiado, então não posso dizer que tive problemas. O problema é sempre se adaptar, entender aonde você está pisando e saber se posicionar dentro do processo.

Sketches para projetos de Daniel Hildebrandt

Victor: Para mim, o que foi mais complicado, vindo de uma agência, também foi a mudança de processos. Lá, a gente tinha um processo mais relacionado à cascata, ou seja, uma coisa depois da outra. Quando mudei para o meu novo emprego, passei ouvir aquele monte de siglas e novas metodologias.

Isso, acho que foi a coisa mais assustadora para mim — começar a entender todas as novas nomenclaturas e siglas e entender como o processo de trabalho funcionava. Demorei um pouco para conseguir me acostumar.

Dica de Leitura: Portfólio de UX Design – 6 Dicas Essenciais para Montar o Seu

E para finalizarmos o bate-papo, que dicas vocês dariam para quem quer migrar para UX/UI Design?

Joyce: É muito importante estar sempre se atualizando em relação ao que tem na área. Não se prenda a tendências, leia tudo o que puder — tem muito conteúdo de fácil acesso e comunidades que compartilham cases de sucesso para estudo — participe de eventos (fazer networking é essencial) e faça o MID.

Victor: Estude muito, monte seu portfólio, tenha contatos e mostre que você tem interesse — poste no LinkedIn, vá a eventos, participe das comunidades de UX Design —, pois quanto mais imerso, mais fácil conseguir uma primeira oportunidade na área.

Luka: Vou dar uma dica que me ajudou a ficar um pouco menos ansiosa. Quando você começar a estudar, vai ver que tem muitas metodologias. É legal dar uma lida e ver o que é, mas fique calmo e não queira entender tudo de uma vez só. Conforme você for adquirindo experiências, vai se tornando mais fácil entender todas elas.

Projeto desenvolvido por Luka Vasconcelos

Daniel: Pelo que eu vejo, tem muita vaga em UX/UI Design. A melhor dica que eu posso dar é vai fazendo passo a passo, sem pressa, pois tem muita oportunidade e você não vai ficar para trás. Tem espaço para todo mundo, basta ir fazendo os processos da Aela, e outros que você quiser, e fazendo networking que uma hora vai dar certo.

Diogo: Você tem que estudar bastante, se dedicar bastante e outra coisa que eu acho que é muito boa é você querer bastante. Se você quer mudar de área, você consegue. Conhecer outras pessoas para trocar experiências também é fundamental.

Muita vezes, o processo de mudança de área pode ser complicado e assustador. No entanto, se você faz parte de uma comunidade que te apoia e incentiva, acaba ficando muito mais fácil.

Agora, com todos os conselhos e dicas que Daniel Hildebrandt, Diogo Alvarez, Joyce Almazan, Luka Vasconcelos e Victor Rosato, alunos do Master Interface Design (MID), você pode começar a sua mudança para UX/UI Design preparado!

Cursos

Nosso maior orgulho é todo mês ter alunos e alunas contratados em grandes empresas e em países como
Brasil, Estados Unidos, Irlanda, Alemanha, Espanha, Portugal, Áustria, Rep. Tcheca, Nova Zelândia e Canadá.