Design Sprint na Prática: 2º dia – Esboçar

A prática é importante para que o Designer entenda melhor os conceitos, metodologias e como elas são aplicadas no dia a dia. Por isso, estamos com essa série de artigos sobre Design Sprint. Já passamos pelo primeiro dia de Mapeamento e agora começaremos o segundo dia: Esboçar. Continue a leitura!
Design Sprint na Prática: 2º dia - Esboçar

No artigo anterior, nós mergulhamos no primeiro dia do Desafio Design Sprint, cujo princípio era encontrar o objetivo, o contexto e efetuar pesquisas para nos ajudar a encontrar a melhor solução para a ONG Miaudota.

Agora, estamos partindo para o segundo dia, com novas dinâmicas, ferramentas e desafios!

Mas antes de avançarmos, vamos relembrar um pouco sobre o Desafio e sobre o Primeiro dia.

Semana do Design Sprint e desafio

A ideia da Semana do Design Sprint é conseguir mostrar os gaps entre a teoria e a prática, no processo de Design Sprint.

Dessa forma, o canal Design Team e a Aela promoveram essa semana com muitos aprendizados práticos e na qual abordaremos todos os 5 dias do processo de Design Sprint.

Para ter mais detalhes sobre essa semana/desafio, acesse nosso primeiro artigo dessa série:

E se você quiser saber mais sobre a parte teórica do Design Sprint como um todo, leia esse nosso artigo:

O segundo dia do Design Sprint: esboçar

Uma vez definido qual o problema que se deve solucionar, partimos para a parte de produção de ideias.

O segundo dia do Design Sprint tem como objetivo criar ideias e expandir os horizontes.

Dessa forma, é bastante importante nessa fase deixar de lado os julgamentos e manter a mente aberta para toda e qualquer ideia. Sem críticas e observando todas possibilidades.

Para tanto, podemos dividir o segundo dia em dois passos: Ideação e Votação.

1º passo: Ideação

Antes de mais nada, é importante entendermos que Ideação é diferente de Brainstorming.

Enquanto Brainstorming possui um conceito de criação de ideias mais aberto e pouco focado, a Ideação está voltada para um objetivo e resolução de um problema.

Portanto, nunca devemos esquecer que a criação de ideias precisa estar atrelada ao objetivo que queremos atingir com o Design Sprint. Caso contrário, todo o processo pode acabar desvirtuando e as expectativas não serão atendidas.

Dessa forma, o passo de ideação consiste em colocar no papel todas as ideias possíveis para solucionar o problema.

Lembrando que é um momento onde não pode haver preconceitos nem julgamentos. Portanto, caso necessário, é relevante conversar com os membros da equipe para que haja este alinhamento.

É necessária a participação de todos da equipe. Assim como também é importante não haver julgamentos, também é essencial vencer a timidez ou a insegurança.

Dica de Leitura: Como Efetuar o Benchmarking em UX Design?

Quais ferramentas usar na etapa de Ideação?

Ter ideias nem sempre é um processo simples. Mas existem algumas ferramentas e dinâmicas que ajudam na criação de ideias e soluções.

Nesse sentido, é importante deixar claro que não existe um processo ou ferramenta correta para essa etapa. Na verdade, é necessário analisar o contexto da equipe para definir a melhor dinâmica e ferramenta. Entenda quem são e como são os membros do time, além de analisar o tempo e o cronograma do dia.

Desse modo, vamos explicar uma ferramenta mais simples e comum, a qual pode ser usada em diferentes contextos: o Crazy 8.

Como utilizar o Crazy 8 para criar ideias?

O Crazy 8 é um tipo de ferramenta/ dinâmica bastante utilizada nos processos de Design Sprint. Ele é simples e não exige muitos recursos para ser aplicado. Basta apenas papel e caneta.

Cada membro da equipe deve estar com uma folha de papel e deve dividi-la em 8 partes. Em seguida, devem desenhar em cada uma dessas partes uma ideia de solução para o problema do Design Sprint.

É importante estipular um tempo para o desenho das 8 ideias. De 1 a 2 minutos é o suficiente. A proposta é estressar com um tempo curto para que as pessoas coloquem tudo o que vier na cabeça, sem filtro.

Na sequência, cada membro apresenta para o resto do time todas as ideias que colocaram no papel. Ressaltamos que essa ainda não é a fase de votação da ideia, portanto o compartilhamento das ideias deve ser feito sem julgamentos ou críticas.

Após essa primeira rodada, cada participante escolhe a melhor ideia das 8 que desenhou e a desenvolve melhor. Aqui, é importante descrever o contexto da solução, a experiência e qual o resultado final da ideia.

Logo depois do detalhamento da melhor ideia, é feita mais uma rodada de apresentação para todos da equipe. A questão dessa rodada é cada participante defender a sua ideia com um pitch.

Dica de Leitura: O Que é Empatia e Por Que é Importante em UX Design?

2º passo: votação

Após a realização das apresentações das ideias, o próximo passo é o da escolha. Para tanto, o método utilizado mais comum é o mais democrático: a votação.

Além disso, para que as pessoas não se sintam pressionadas ou inclinadas a votar em uma ideia, é recomendável que o voto seja secreto. Dessa forma, os participantes ficam mais à vontade para votar sem serem influenciados por fatores externos.

É importante ressaltar, também, que não necessariamente cada participante tem direito a apenas 1 voto. O processo pode definir que cada participante pode votar nas 3 ou 5 melhores ideias apresentadas.

Apesar de ser um processo simples, é importante durante a votação sempre deixar claro qual o objetivo do Design Sprint e qual o problema a ser resolvido. Desse modo, a equipe entende a importância de votar com seriedade e não apenas escolher uma ideia aleatória.

Adicionalmente, a votação não precisa escolher uma solução completa. Mas um apanhado de ideias diferentes que podem convergir em uma solução mais robusta. Claro que, para isso, as ideias escolhidas devem conversar entre si.

Sendo a votação a escolha de várias ideias relacionadas, é possível fazer várias rodadas de voto. Conforme as ideias forem selecionadas, os participantes podem se juntar e criar uma solução completa, considerando essas ideias. Se houver mais de uma solução, há mais um processo de voto, e assim sucessivamente, até restar apenas uma ideia.

O Stakeholder quer que a ideia dele seja escolhida, sem votação. O que fazer?

É bastante comum o stakeholder fazer certa pressão para que a ideia dele seja escolhida sem que haja votação. E nesse cenário, a ideia dele ainda pode não ter base em pesquisa e nem em fatos. Pode ser apenas uma questão pessoal.

Caso isso ocorra, vale conversar com ele, mostrar as pesquisas, argumentos e fatos para convencê-lo de que a ideia dele pode não ser o melhor caminho.

Além disso, vale explicar que o processo de Design Sprint não é apenas para encontrar e validar uma solução. Mas também serve para invalidar ideias.

O facilitador do Design Sprint tem que deixar claro para o stakeholder que o DS é algo colaborativo e que a construção da solução é algo que deve ser feito em conjunto.

Claro que, essa conversa deve ser levada com bastante cautela e sem imposições. No final do dia, pode ser que o stakeholder não saia convencido e que a equipe tenha que se dedicar a ideia dele.

Por mais que isso seja um pouco frustrante, lembre-se de que você participará de outros Design Sprint e que às vezes, no mundo corporativo, teremos que acatar as decisões que vêm de cima. Portanto, não se deixe abalar caso isso ocorra.

Dica de Leitura: OKR — Defina, Acompanhe e Alcance seus Objetivos

Qual a melhor ferramenta para fazer a votação?

Para efetuar o processo de votação, os adesivos e post-its são bastante eficientes e simples.

Contudo, se o projeto está sendo feito remoto ou para facilitar o voto secreto, é possível utilizar alguns softwares para ajudar.

O Mural App é uma excelente ferramenta para facilitar seu processo de votação. Com ele você consegue efetuar o voto secreto e escolher quantos votos cada participante tem direito.

Quais os principais erros no dia de esboçar?

Apesar de parecer um dia mais simples, o segundo dia do Design Sprint não está a salvo de erros.

Nesse sentido, colocamos abaixo os principais erros que devem ser evitados na etapa de Esboçar.

  • Apego às ideias: é muito comum as pessoas ficarem apegadas às suas próprias ideias. É importante deixar claro, portanto, que o processo de Design Sprint visa o trabalho em conjunto e a colaboração. A ideia é do grupo e não apenas de um indivíduo;
  • Dispersão do grupo: como essa fase possui muitas dinâmicas, é comum o grupo ficar disperso durante elas. Cabe ao facilitador sempre reforçar a importância do processo e do foco no trabalho;
  • Má gestão de conflitos: a criação e escolha de ideias dentro de um grupo pode fazer com que haja conflitos. O que é normal. Contudo, é papel do facilitador não deixar que esses conflitos se agravem e desgastem o grupo;
  • Timidez: expor as ideias e colocá-las em votação é um processo que pode incomodar as pessoas mais tímidas e inseguras. Contudo, todos os membros devem participar do processo. A falta de ideias pode ser crucial para o andamento do projeto. Portanto, é preciso deixar claro para as pessoas que o ambiente é seguro e sem julgamentos, para que elas possam vencer a timidez.

Fim do segundo dia do desafio Design Sprint

Chegamos ao fim do segundo dia do Desafio Design Sprint e com este artigo esperamos que você consiga sentir na prática como é o processo de Ideação e Votação.

Não se esqueça de que o processo todo leva 5 dias! Portanto, acompanhe a próxima etapa no artigo:

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